Muitas pessoas associam vacinação apenas à infância, mas especialistas alertam que a imunização deve continuar ao longo da vida. Mesmo adultos saudáveis, sem doenças pré-existentes, podem negligenciar vacinas importantes que ajudam a prevenir infecções graves e reduzir riscos de complicações.
Entre os imunizantes recomendados para a população adulta e idosa, algumas vacinas merecem atenção especial.
A vacina contra Herpes Zoster, recomendada a partir dos 50 anos, ajuda a prevenir a doença conhecida como cobreiro, causada pela reativação do vírus da catapora. Além das lesões dolorosas, a infecção pode provocar complicações como neuralgia pós-herpética, com dores persistentes que podem durar meses ou até anos.
Já a vacina contra o Pneumococo, indicada a partir dos 60 anos — e em alguns casos antes disso, conforme orientação médica — protege contra infecções causadas pela bactéria pneumocócica, responsável por doenças como pneumonia, meningite e infecções na corrente sanguínea. Em idosos, essas complicações podem ser mais graves e exigir internação.
Outra recomendação é a vacinação anual contra Influenza e COVID-19. A imunização periódica é importante porque os vírus sofrem alterações e a proteção precisa ser atualizada. As vacinas ajudam a reduzir casos graves, hospitalizações e complicações, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
Também ganha destaque a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), recomendada para pessoas a partir de 70 anos. O vírus, conhecido por causar infecções respiratórias, pode representar risco elevado em idosos, especialmente para casos de bronquiolite e pneumonia.
Pacientes com câncer exigem atenção redobrada
Para pacientes em tratamento oncológico, a vacinação é considerada parte importante da estratégia de cuidado. Isso porque o câncer e, em muitos casos, os tratamentos podem comprometer o sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a infecções graves.
Entre as vacinas consideradas essenciais para esse público está a proteção contra Pneumococo, recomendada inclusive para pacientes jovens diagnosticados com câncer, ajudando a prevenir pneumonia e meningite.
A vacina contra Herpes Zoster também é apontada como importante para evitar lesões dolorosas e possíveis complicações prolongadas.
Além disso, fazem parte do esquema recomendado vacinas contra Influenza, COVID-19, Tétano, Difteria, Hepatites A e B, Meningococo e, em situações indicadas, o imunizante contra vírus sincicial respiratório, voltado à prevenção de infecções respiratórias graves.
Especialistas também reforçam a importância da chamada vacinação de contactantes, que consiste em manter familiares e pessoas próximas imunizados. A medida ajuda a criar uma barreira de proteção ao redor do paciente, reduzindo o risco de exposição a doenças.
Além da imunização, cuidados adicionais podem contribuir para a proteção de pessoas com maior vulnerabilidade, como evitar contato com fontes de infecção, adotar medidas de higiene e usar máscara em ambientes de maior risco, quando recomendado.
O avanço científico também amplia as perspectivas de prevenção. Novas vacinas em desenvolvimento, como alternativas para proteção contra o vírus sincicial respiratório em idosos e imunodeprimidos, além de estudos envolvendo imunizantes contra a dengue, representam reforços importantes no arsenal preventivo.
Revise o cartão de vacina e busque orientação profissional para avaliar quais imunizantes são indicados em cada fase da vida ou condição de saúde. Mais do que prevenção, manter as vacinas em dia é investir em proteção e qualidade de vida.







