O Senado Federal aprovou um projeto de lei que inclui a educação financeira como tema obrigatório no currículo dos ensinos fundamental e médio. A proposta prevê que o conteúdo seja trabalhado de forma transversal, integrado a disciplinas já existentes, como matemática, história e geografia, sem a criação de uma nova matéria.
O texto também determina que a educação financeira passe a constar na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Embora o tema já esteja previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2017, a mudança busca fortalecer sua aplicação nas escolas brasileiras.
A proposta foi ampliada durante a tramitação no Senado para incluir também conteúdos de educação fiscal, previdenciária e securitária. Com isso, os estudantes poderão aprender sobre a importância dos impostos para o financiamento dos serviços públicos, o funcionamento da Previdência Social e conceitos relacionados aos seguros.
Segundo a relatora do projeto, senadora Teresa Leitão (PT-PE), a intenção é preparar os jovens para lidar com questões financeiras do dia a dia, contribuindo para decisões mais conscientes sobre consumo, planejamento e orçamento pessoal. Cada escola terá autonomia para adaptar o conteúdo ao seu projeto pedagógico e à realidade local.
Como o texto foi modificado pelos senadores, a proposta retorna agora à Câmara dos Deputados para uma nova análise antes de seguir para sanção presidencial.







