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Professora denuncia envenenamento de cães e gatos nas proximidades da escola Ilídio Caixeta e veterinário explica como proceder nessa situação; ouça áudio

Ela acredita que autor do crime aproveitou a pouca movimentação perto da instituição de ensino durante a "semana do saco cheio" para realizar a ação

Nesta terça-feira (18/10), Lara Gontijo, professora na Escola Estadual Ilídio Caixeta de Melo, conversou com o departamento de jornalismo do Clube Notícia para denunciar maus tratos de animais que levaram à morte recente de dois cães, que viviam nas redondezas da instituição de ensino. Segundo a educadora, a denúncia formal do crime já foi realizada junto aos órgãos competentes, mas que a busca por justiça não termina por aí.

Para Lara Gontijo, o autor (ou autores) dos envenenamentos aproveitou a semana do saco cheio, em que os alunos não tiveram aula e as ruas das redondezas da escola ficaram mais vazias, para praticar “essa covardia”. A professora não soube quantificar quantos animais foram a óbito, mas relatou que diversos gatos da vizinhança desapareceram ou aparecerem mortos, bem como cães.

Lara destaca o caso de uma cadela que morreu diante de sua tutora, que mora nas redondezas.

“Dos cachorros que eram do nosso convívio, foram dois (que morreram). Inclusive, um tinha tutora, que até tentou dar leite para fazer com que ela melhorasse, mas ela não resistiu. Ela (a cachorrinha) sempre saía para dar uma voltinha, porque estava acostumada a andar nas ruas próximas à casa. Aí ela já chegou cambaleando e vomitando muito. A tutora viu que ela estava estranha e tentou dar leite, mas não adiantou, em poucos minutos ela morreu”, conta.

Lara também menciona uma cachorra que ela própria levou para um abrigo “porque senão ela ia ser mais uma” vítima de maus tratos.

Para prevenir que novos casos voltem a acontecer nas proximidades, a professora explica que tem trabalhado o tema com seus alunos, em busca de uma conscientização; e fala sobre a possibilidade de providenciar coleiras para os animais de rua que são de cuidado comunitário, com a intenção de mostrar que eles têm cuidadores.

Em caso de envenenamento

O jornalismo do Sistema Clube também conversou com Rafael Alves Araújo, que é médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Patos de Minas. Ele explica que, em caso de envenenamento, o primeiro passo primordial é levar o animal a uma clínica veterinária o mais rápido possível para o devido tratamento do bichinho.

Se, por alguma razão, não for possível levar o animal para receber a atenção especializada de um médico veterinário, os primeiros socorros devem focar em fazer o bichinho vomitar, para limpar seu estômago; e usar métodos como carvão ativado e soro para a desintoxicação do organismo.

Rafael Alves destaca que envenenamento é maus tratos e é crime. Por isso, casos assim podem e devem ser denunciados junto aos órgãos responsáveis para que as devidas providências sejam tomadas, como a investigação para identificar e punir o(s) autor(es). Assim, tendo a desconfiança de envenenamento criminoso, “tem que entrar em contato com a Polícia Militar, é (ligar para o número) 190, ou com a Polícia Ambiental pelo 198”, explica o médico veterinário.

É importante ressaltar que praticar atos de abuso, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, domesticados, nativos ou exóticos é crime, previsto pela Lei n° 9.605/1998. A pena é reclusão de três meses a um ano, com multa, que é aumentada de um sexto a um terço se ocorrer a morte do animal.

Também é possível registrar uma queixa de abandono ou maus-tratos de animais pelo Disque Denúncia 181, não sendo necessário se identificar; ou pelo telefone 0800 61 8080, da central de denúncias do IBAMA.

Confira as entrevistas:

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