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“Eu sou o candidato a governador junto com o Falcão como vice. Que fique claro isso aqui”, declara Cleitinho

Até que haja uma definição formal do Republicanos, a chapa formada por Cleitinho e Luís Eduardo Falcão permanece como uma pré-candidatura anunciada pelo próprio senador, mas ainda pendente de confirmação pela executiva nacional do partido.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou, durante uma coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (29), em Divinópolis, que sua decisão está tomada: ele quer disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 e terá o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, como candidato a vice-governador. Apesar da declaração enfática, a chapa ainda depende da confirmação da direção nacional do Republicanos.

A entrevista ocorreu poucas horas depois de uma nota divulgada pelo partido informar que considerava encerrado o projeto da candidatura de Cleitinho ao governo estadual. O comunicado aumentou as especulações de que o senador teria desistido da disputa, mas ele rebateu as informações e garantiu que nunca abriu mão da pré-candidatura.

Logo no início da coletiva, Cleitinho foi direto ao assunto.

“Eu quero começar dizendo que eu sou o candidato a governador junto com o Falcão como vice. Que fique claro isso aqui.”

Ao longo de quase uma hora de entrevista, o senador repetiu diversas vezes que sua decisão já estava tomada e afirmou que a candidatura depende agora apenas do entendimento com a executiva nacional do Republicanos.

“Eu sou candidato. Acabou o problema”

Um dos momentos mais marcantes ocorreu quando Cleitinho respondeu à nota divulgada pelo partido, que estabelecia um prazo para que ele definisse sua posição.

“O prazo era até hoje, né? Então pronto. Eu sou candidato. Acabou o problema.”

Apesar do tom de definição, o próprio senador reconheceu que ainda precisa conversar com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, para oficializar sua participação na disputa.

Segundo ele, a intenção é buscar um entendimento nos próximos dias.

“A gente vai tentar de todo jeito conversar com ele amanhã para tocar o coração dele e facilitar a minha campanha.”

“Mentira! Eu sou candidato”

Durante a coletiva, Cleitinho também negou rumores de que teria participado de reuniões para abrir mão da candidatura em favor de outro nome da direita.

Em tom exaltado, classificou as informações como falsas.

“Mentira! Que eu aceitei não ser candidato. Mentira! Eu sou candidato!”

Ele foi além e afirmou que, caso sua candidatura não seja viabilizada, não pretende apoiar uma chapa diferente da que idealizou.

“Se eu não vier candidato, meu irmão, eu não vou apoiar essa chapa que vocês estão querendo montar. A chapa é minha e do Falcão que eu vou apoiar.”

Falcão permanece como escolha para vice

Ao lado de Cleitinho durante toda a coletiva, o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, reafirmou que permanece no projeto político e disse confiar que o partido confirmará a composição da chapa.

Segundo Falcão, Cleitinho o escolheu como vice ainda no primeiro semestre deste ano e manteve essa posição mesmo diante das articulações internas do Republicanos.

Ele afirmou que deixou a Prefeitura de Patos de Minas e a presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM) para participar do projeto e defendeu uma gestão voltada ao interior de Minas Gerais.

“Eu deixei a Prefeitura de Patos de Minas e a Presidência da Associação Mineira de Municípios para ajudá-lo nesse projeto de futuro para Minas Gerais.”

Luto adiou decisão

Grande parte da entrevista foi dedicada à explicação sobre o atraso na confirmação da candidatura.

Emocionado, Cleitinho afirmou que o processo foi interrompido pela piora no estado de saúde de seu irmão Mateus, que voltou a enfrentar uma leucemia. Segundo o senador, ele havia prometido à família que somente anunciaria a candidatura quando o irmão estivesse recuperado.

Mateus morreu no último dia 18 de julho.

O senador relatou que ainda está de luto e que, por esse motivo, não participou da convenção estadual do Republicanos.

“Enquanto o Mateus não estivesse bem, eu não ia lançar minha candidatura. Eu ainda estou de luto.”

Ele contou que explicou toda a situação ao presidente nacional do partido e pediu desculpas aos dirigentes pela demora na definição.

“Se essa questão pessoal minha incomodou o partido, eu peço desculpa.”

Liderança nas pesquisas

Outro argumento utilizado por Cleitinho para justificar sua decisão foi o desempenho nas pesquisas eleitorais.

Segundo ele, desde o ano passado havia estabelecido que somente seria candidato caso permanecesse liderando os levantamentos de intenção de voto próximo ao período eleitoral.

Durante a coletiva, afirmou que as pesquisas mostram cerca de 40% das intenções de voto e disse que respeitará a vontade dos eleitores.

“Se chegar perto da eleição e eu estiver liderando pesquisa, eu serei candidato.”

Em outro momento, declarou:

“A voz do povo é a voz de Deus. Não é só eu que quero. É o povo mineiro que quer.”

Próximos passos

Embora tenha anunciado publicamente sua decisão de disputar o Governo de Minas, Cleitinho ainda depende do aval do Republicanos para oficializar sua pré-candidatura.

O senador afirmou que continuará dialogando com a direção nacional da legenda e disse acreditar que o partido compreenderá sua situação pessoal e manterá seu nome na disputa.

Até que haja uma definição formal do Republicanos, a chapa formada por Cleitinho e Luís Eduardo Falcão permanece como uma pré-candidatura anunciada pelo próprio senador, mas ainda pendente de confirmação pela executiva nacional do partido.

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