O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e colocou o país na quinta posição entre 50 economias que já apresentaram dados para o período, segundo levantamento da Austin Rating.
Apesar do crescimento, houve desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando a economia brasileira havia avançado 1,1%. Na comparação entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período de 2025, entretanto, o PIB apresentou alta de 2%.
No ranking internacional, o Brasil ficou atrás apenas da Irlanda, que teve crescimento de 1%, da Indonésia, com 0,9%, de Angola, com 0,7%, e da Malásia, com 0,6%. O desempenho brasileiro superou o de economias como Estados Unidos, China e Canadá no recorte trimestral.
Agropecuária foi o principal destaque
Entre os grandes setores da economia, a agropecuária apresentou o melhor resultado, com crescimento de 2,8% em relação ao primeiro trimestre. Na comparação anual, o avanço do setor chegou a 6,8%.
Segundo os dados do IBGE, produtos importantes da agricultura contribuíram para o resultado, com destaque para a soja, cuja produção cresceu 5,3%, e o café, que teve alta de 15,1%.
A indústria teve crescimento mais discreto, de 0,1%, enquanto o setor de serviços avançou 0,2% no trimestre. Dentro da indústria, as atividades extrativas tiveram expansão de 3,4%, enquanto a indústria de transformação e a construção registraram retração de 0,4% cada.
Consumo das famílias recua
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias apresentou queda de 0,4% entre o primeiro e o segundo trimestre. Em sentido contrário, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%.
No comércio exterior, as exportações recuaram 0,8%, enquanto as importações avançaram 1,8%.
Mesmo com a desaceleração registrada no segundo trimestre, a economia brasileira manteve trajetória de crescimento. O valor do PIB alcançou aproximadamente R$ 3,4 trilhões no período.
O resultado também levou o Brasil a subir uma posição no ranking da Austin Rating. No primeiro trimestre, o país havia aparecido na sexta colocação entre as economias avaliadas.







