Autoescolas de diversos estados enfrentam paralisações e instabilidades generalizadas no sistema do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Em Minas Gerais, embora alguns Centros de Formação de Condutores (CFCs) consigam realizar a matrícula inicial dos alunos, o sistema tem travado a emissão do boletim-resumo. Sem esse documento, os candidatos não conseguem o encaminhamento para as clínicas médicas, o que estagna todo o processo de habilitação.
Esses problemas operacionais ocorrem em meio à corrida de candidatos que tentam iniciar o processo antes da entrada em vigor da Lei Federal nº 15.153/2025. A nova legislação alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e tornou o exame toxicológico obrigatório para a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro).
Enquanto a cobrança do teste para novas matrículas já está valendo em muitos estados, em Minas Gerais a exigência passará a ser condicionante para a emissão da Permissão para Dirigir (PPD) a partir do próximo dia 20 de junho.
Devido à falha sistêmica, os processos abertos recentemente estão travados. O setor agora aguarda uma solução e um posicionamento oficial dos Departamentos Estaduais de Trânsito.
Prejuízos no setor em Patos de Minas
Em Patos de Minas, o reflexo do problema já gera prejuízos e reclamações. De acordo com Wilson Lelis, proprietário de uma autoescola no município, há mais de uma semana os candidatos não conseguem efetivar o início das aulas. O empresário destaca que a procura aumentou consideravelmente nos últimos dias, justamente devido ao interesse dos alunos em iniciar o processo antes que a obrigatoriedade do exame toxicológico passe a valer no estado.







