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ALMG aprova limite para gastos com shows públicos: o que muda para as prefeituras e eventos em Patos de Minas

A medida surge após órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), identificarem gastos de valores milionários com entretenimento em cidades de pequeno porte e com receitas baixas

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em 2º turno o Projeto de Lei nº 5.764/2026. A proposta estabelece limites rígidos para os gastos de prefeituras e do governo estadual com cachês artísticos em shows públicos. O texto agora segue para a redação final e, posteriormente, para a sanção do governador.

A medida surge após órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), identificarem gastos de valores milionários com entretenimento em cidades de pequeno porte e com receitas baixas.

Entenda as novas regras e os limites de gastos

O projeto cria um teto financeiro fixo e também vincula os gastos à arrecadação de cada município:

  • Teto por apresentação: As prefeituras mineiras poderão pagar, no máximo, R$ 500 mil por show, enquanto o governo de Minas terá o limite de R$ 700 mil.

  • Trava pela receita do município: O valor contratado não pode ultrapassar 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior, caso o município arrecade mais de R$ 45 milhões anuais.

  • Municípios menores: Para cidades com receita igual ou inferior a R$ 45 milhões, o teto é de 2% da RCL. Por exemplo, em uma cidade que arrecada R$ 9 milhões por ano, o limite máximo para um único show será de R$ 180 mil (e não os R$ 500 mil gerais).

Exceções previstas em lei

Para garantir a realização de festividades tradicionais e grandes eventos de turismo, o projeto prevê algumas flexibilizações nas regras:

  • Carnaval e Ano-Novo: Durante essas comemorações, o limite de gastos poderá ser ampliado em até 100%.

  • Eventos turísticos reconhecidos: Festas e eventos de relevante interesse turístico oficializados por lei estadual ou municipal podem ter o teto elevado em até 10%.

Punições em caso de descumprimento

A nova legislação impõe consequências severas para os gestores públicos que desrespeitarem os limites estabelecidos:

  • Devolução integral dos recursos públicos utilizados no evento.

  • Multa de até 20% sobre o valor total do contrato.

  • Responsabilização administrativa, civil e enquadramento por improbidade administrativa.

  • Possibilidade de rejeição das contas públicas do prefeito pelos órgãos de controle externo.

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