Janaina dos Reis Andrade, acusada de participar de um homicídio no ano de 2010 no bairro Jardim Paulistano foi a julgamento na tarde desta sexta-feira (22-11), no Fórum Olympio Borges. O crime aconteceu no dia 04 de julho em uma residência na rua Aleixo Pereira.
De acordo com os autos do Ministério Público, outro acusado de nome Moacir desconfiou da existência de um relacionamento amoroso entre a vítima Aparecido Eli Rosa e a sua companheira Janaina.
Decidido a se vingar, Moacir, a princípio, tentou se relacionar com a mulher da vítima, restando, no entanto, suas investidas frustradas ante a recusa dela. Moacir então resolveu matar a vítima, comunicando o fato a acusada, que admitiu participar da empreitada.
Premeditando o crime, Moacir preparou um imóvel de sua propriedade, que se encontrava desabitado, construindo no porão, um cativeiro. A acusada, consoante o que previamente combinara com Moacir, atraiu a vítima para o local, marcando com ela um encontro no imóvel. Ao chegar no local, a vítima foi rendida, mediante ameaça com arma de fogo e, com as mãos atadas, foi presa no cativeiro.
Impossibilitada de oferecer residência, a vítima foi primeiramente submetida a intenso sofrimento físico e psicológico. Ainda segundo informações, os acusados prepararam o local com aparelho rudimentar, capaz de aplicar choques elétricos, instrumento com qual a vítima foi ameaçada e torturada.
A vítima foi ferida com instrumentos contundentes e ameaçada de ser queimada, tendo os acusados ao lado dela fogo e um galão contendo produto altamente inflamável. Após intenso sofrimento, a vítima foi morta por disparos de arma de fogo. Os acusados ainda ocultaram o cadáver, dificultando sobremaneira a sua localização, uma vez que colocaram a vítima em um porão, cujas portas foram cerradas com tijolos e cimento.
Depois de algumas horas de julgamento, Janaina dos Reis Andrade foi condenada a 16 anos e 7 meses de prisão.
O detalhe foi que esse foi o terceiro julgamento dela realizado sobre esse processo. O primeiro julgamento foi no ano de 2011 onde foi absolvida. O segundo que aconteceu no ano de 2022, ela foi condenada a 16 anos de prisão.


