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Sarampo: entenda os sintomas, os riscos e quando tomar a vacina

O Brasil havia conseguido interromper a transmissão sustentada do sarampo, mas a circulação internacional do vírus e a queda da cobertura vacinal aumentam o risco de novos casos. Manter a vacinação em dia continua sendo a principal medida para evitar a disseminação da doença.
Agência Brasil

O sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde no Brasil diante do aumento da circulação do vírus em diferentes partes do mundo e do registro de casos no país. Em junho, o Ministério da Saúde alertou para o risco de reintrodução e disseminação da doença, especialmente em razão do intenso fluxo de viajantes durante a Copa do Mundo de 2026.

Altamente contagioso, o sarampo é uma doença viral transmitida principalmente pelas vias respiratórias. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus por meio de tosse, espirros e secreções respiratórias.

Os primeiros sinais geralmente incluem febre alta, acima de 38,5°C, tosse seca, irritação ou vermelhidão nos olhos e mal-estar intenso.

Depois de alguns dias, aparecem as manchas vermelhas características da doença. Elas costumam surgir inicialmente no rosto e atrás das orelhas e, posteriormente, se espalham pelo restante do corpo.

A febre persistente é considerada um sinal de alerta, principalmente entre crianças pequenas.

Apesar de muitas pessoas se recuperarem, o sarampo pode provocar complicações graves. Entre elas estão pneumonia, infecções de ouvido, diarreia e inflamação do cérebro.

Crianças menores de cinco anos estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações da doença. Por isso, a identificação dos sintomas e a busca por atendimento de saúde são importantes.

A principal forma de prevenção é a vacinação com a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

Em junho, diante do risco de reintrodução do vírus, o Ministério da Saúde recomendou a chamada dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses. Essa dose é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no calendário de vacinação.

Atualmente, diante do aumento de casos em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos que residem ou circulam nessas cidades, independentemente do histórico vacinal.

A orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se o esquema está completo.

Em situações de surto ou exposição ao vírus, as autoridades de saúde podem recomendar estratégias específicas de vacinação. Por isso, quem apresenta sintomas compatíveis com sarampo ou teve contato com uma pessoa infectada deve procurar atendimento e informar a possível exposição.

O Brasil havia conseguido interromper a transmissão sustentada do sarampo, mas a circulação internacional do vírus e a queda da cobertura vacinal aumentam o risco de novos casos. Manter a vacinação em dia continua sendo a principal medida para evitar a disseminação da doença.

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