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Polícia Militar descobre depósito clandestino de agrotóxicos falsificados em Patos de Minas; dois homens são presos e carga é avaliada em R$ 96 mil

Uma operação da Polícia Militar terminou com a prisão de dois homens e apreensão de uma grande quantidade de defensivos agrícolas com indícios de falsificação, nesta quinta-feira (5), em Patos de Minas. Os produtos estavam armazenados em uma chácara na região do Recanto dos Canários, próximo à BR-365.

A ação teve início após o Serviço de Inteligência da Polícia Militar receber informações de que dois indivíduos estariam transportando agrotóxicos falsificados em uma caminhonete Chevrolet S10, que teria saído da região de Tupaciguara com destino a Patos de Minas.

Diante da denúncia, equipes policiais montaram uma operação de monitoramento ao longo da BR-365. A caminhonete foi localizada transportando diversos galões na carroceria aberta.

Os militares acompanharam o veículo, que entrou em uma estrada vicinal e seguiu até uma chácara na região do Recanto dos Canários. No local, os dois ocupantes foram vistos descarregando os produtos e armazenando os galões dentro da residência.

Durante a abordagem, os policiais localizaram os dois suspeitos, de 36 e 42 anos. No interior do imóvel, os militares encontraram uma grande quantidade de produtos químicos, embalagens, sacos contendo substâncias em pó e granuladas, além de equipamentos utilizados para pesagem, manipulação e embalagem de defensivos agrícolas.

Entre os materiais apreendidos estavam 30 galões de 20 litros do fungicida, totalizando 600 litros de produto suspeito de falsificação. Segundo a Polícia Militar, a carga possui valor estimado de R$ 96 mil no mercado.

Durante a fiscalização, os militares constataram que todos os galões apresentavam rótulos com a mesma numeração de série, o que levantou suspeitas sobre a autenticidade dos produtos.

Uma das fabricante foi acionada e, após analisar fotografias dos materiais, informou que havia indícios de falsificação e que o produto apresentado não seria originalmente fabricado pela empresa. A fabricante se colocou à disposição para coletar amostras e realizar exames laboratoriais.

As buscas revelaram que o imóvel possuía materiais e equipamentos compatíveis com atividades de armazenamento, pesagem e embalagem de produtos químicos.

Foram encontrados uma seladora manual, balança digital com capacidade de até 180 quilos, lacres de segurança, rótulos, embalagens plásticas e diversos sacos contendo substâncias químicas.

A Polícia Militar também identificou produtos à base de ciromazina, substância utilizada no controle de insetos e pragas agrícolas.
Diante da quantidade e da natureza dos materiais, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) foi acionado e realizou a fiscalização dos produtos encontrados.

De acordo com as informações, o homem de 42 anos já havia sido apontado como possível responsável por uma estrutura clandestina descoberta em janeiro deste ano, também em Patos de Minas.

Dois homens foram presos naquela operação e, segundo a PM, indicaram o homem como responsável pelo local. Entretanto, ele não foi localizado naquele momento.

Diante dos fatos, os homens receberam voz de prisão em flagrante por suspeita de crime relacionado a atividades irregulares envolvendo produtos ou substâncias perigosas.

A caminhonete Chevrolet S10 utilizada no transporte dos produtos também foi apreendida e removida para um pátio credenciado. Dois aparelhos celulares foram recolhidos para auxiliar nas investigações.

Durante as buscas, os militares ainda encontraram seis pássaros silvestres mantidos em gaiolas na residência, sendo quatro papa-capins e dois sofrês. Uma equipe da Polícia Militar de Meio Ambiente foi acionada e adotou as medidas administrativas cabíveis.

Os dois presos foram encaminhados à Santa Casa de Misericórdia para avaliação médica e, posteriormente, apresentados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil.

Os produtos apreendidos ficaram armazenados em um depósito da Secretaria Municipal de Agricultura, devido ao grande volume e à necessidade de acondicionamento adequado.

O caso será investigado pela Polícia Civil, e a confirmação definitiva da falsificação dos defensivos dependerá de análise técnica.

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