A Polícia Militar registrou três ocorrências relacionadas a suspeitas de agressões e lesão corporal contra crianças no Cemei Professora Carminda Conceição da Silva, no bairro Céu Azul, em Lagoa Grande, no Noroeste de Minas.
Segundo os registros, os casos foram descobertos depois que familiares tiveram acesso a imagens do sistema de videomonitoramento da unidade. Em um dos relatos, os pais de uma criança de 1 ano afirmaram ter identificado comportamentos agressivos de uma funcionária. As imagens teriam mostrado, entre outras situações, contato com o pé na cabeça da criança, movimentos considerados bruscos e um tapa que teria provocado a queda da criança.
Outro boletim envolve uma criança de 1 ano e 6 meses. Conforme o relato dos familiares, uma funcionária teria segurado a criança por um dos braços e a levado para outro ponto do ambiente de maneira considerada violenta.
Também foi registrada uma ocorrência envolvendo uma criança que teria retornado da creche, em junho, com uma lesão no cotovelo direito. Em setembro, segundo a família, a criança apresentou uma nova lesão, desta vez no braço esquerdo. Os responsáveis posteriormente tiveram acesso às imagens do período investigado.
As imagens foram encaminhadas à Polícia Civil, que instaurou um inquérito na Delegacia de Presidente Olegário. O material de videomonitoramento foi requisitado à Prefeitura e está sendo analisado pela equipe de investigação e pela perícia.
A Polícia Civil também está ouvindo os pais das crianças e solicitou exames de corpo de delito com base nos relatórios médicos apresentados pelas famílias. As funcionárias citadas nos registros deverão prestar depoimento durante a investigação. Conforme as circunstâncias apuradas, os fatos podem ser enquadrados como maus-tratos majorados pela menoridade ou tortura.
Em nota, a Prefeitura de Lagoa Grande informou que tomou conhecimento das denúncias e adotou as providências necessárias. Segundo a administração municipal, as funcionárias envolvidas foram afastadas de suas funções enquanto os fatos são investigados.
A Prefeitura afirmou ainda que mantém o compromisso com a proteção, o sigilo, a segurança e o bem-estar das crianças e que serão adotadas as medidas cabíveis após o esclarecimento dos fatos.
As imagens das câmeras não foram divulgadas pelo portal responsável pela reportagem para preservar a identidade, a privacidade e a dignidade das crianças envolvidas.
Fonte: PO Hoje.







