O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Uberaba, em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e com o apoio dos Gaecos Regionais de Uberlândia (MG), Patos de Minas (MG) e Caldas Novas (GO), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), as operações “Chave na Mão 2” e “Brute Force”, voltadas ao combate a receptação de cargas roubadas e outros crimes relacionados.
A operação Chave na Mão 2 cumpriu oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Uberaba, Uberlândia, Lagoa Formosa e Caldas Novas, além do bloqueio judicial de R$ 2 milhões em bens e valores de investigados por integrar organização criminosa especializada no desvio de cargas.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, furto mediante fraude, estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dez aparelhos celulares e diversos documentos, que serão submetidos à análise pericial. Em Lagoa Formosa, um empresário foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo, em razão da comercialização de produtos impróprios para consumo humano, sendo o estabelecimento interditado pelos órgãos competentes.
A operação Brute Force cumpriu dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão em Uberaba, visando desarticular organização criminosa especializada na receptação de fios de cobre e aparelhos celulares.
As investigações apontaram a existência de uma cadeia estruturada de receptação envolvendo ferro-velho, comerciantes e assistência técnica, responsáveis pela aquisição, ocultação e revenda de materiais provenientes de furtos e roubos.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão, realizada uma prisão em flagrante por receptação de fios de cobre e cumprida a prisão de um foragido da Justiça, além da apreensão de oito aparelhos celulares, um computador, cinco pendrives e diversos documentos, que serão submetidos à análise pericial.
As ações contaram ainda com a participação integrada da Polícia Militar de Meio Ambiente, da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais e da Prefeitura de Uberaba, com atuação fiscalizatória e administrativa sobre os estabelecimentos investigados.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar a responsabilização criminal e promover a recuperação dos ativos obtidos com as atividades ilícitas.
O nome “Chave na Mão” faz referência à prática criminosa de mesmo nome ou também conhecida como “chaveirinho“, na qual o motorista simula ter sido vítima de furto ou roubo da carga, quando, na realidade, entrega voluntariamente a mercadoria a um receptador previamente ajustado.
A denominação Brute Force remete ao conceito de “força bruta“, caracterizado pela atuação coordenada e intensiva de recursos operacionais, inteligência policial e ações fiscalizatórias para identificar, desarticular e responsabilizar indivíduos e estabelecimentos envolvidos na cadeia criminosa.







