Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar foi deflagrada nesta quinta-feira (5) para combater o tráfico de drogas em Patos de Minas e municípios da região. Batizada de Operação Fragmento, a ação resultou em oito pessoas presas, além da apreensão de drogas, armas, munições e medicamentos que teriam sido desviados de uma unidade hospitalar pública.
De acordo com as informações apresentadas durante entrevista coletiva na Delegacia Regional de Polícia Civil, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva. A operação também resultou em três prisões em flagrante.
As diligências ocorreram em Patos de Minas, Lagoa Grande, Rio Paranaíba e Presidente Olegário. A investigação teve como alvo um homem apontado como principal fornecedor de drogas para outros traficantes que atuavam em Patos de Minas e cidades menores da região, incluindo João Pinheiro e Lagamar.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Dr. Erico Rodovalho, o grupo tinha uma estrutura organizada, com pessoas encarregadas de armazenar, transportar e distribuir os entorpecentes. Os envolvidos foram identificados ao longo das investigações e se tornaram alvos dos mandados cumpridos nesta quinta-feira.
A Polícia Civil destacou que o objetivo foi atingir não apenas os traficantes que comercializavam drogas diretamente aos usuários, mas também os fornecedores responsáveis por abastecer outros pontos de venda.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também encontraram materiais relacionados à investigação sobre armazenamento de armas e drogas. Conforme o delegado Erico Rodovalho, um dos investigados era responsável por guardar materiais para o principal suspeito de comandar o esquema, incluindo armas de fogo.
Medicamentos de hospital público são encontrados com funcionário
Um dos desdobramentos da operação chamou a atenção dos investigadores. Durante as buscas, foi encontrado com um funcionário público que presta serviços a um consórcio de saúde e a uma unidade hospitalar um conjunto de medicamentos que, segundo a Polícia Civil, pode ter sido desviado do ambiente hospitalar.
Foram apreendidas 87 ampolas de um medicamento de uso convencional e outras cinco ampolas de uma medicação de uso controlado, além de outros produtos.
A direção do hospital público foi comunicada e compareceu à Delegacia Regional para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil informou que a origem dos medicamentos e as circunstâncias em que foram retirados da unidade serão investigadas.
O delegado ressaltou que esse funcionário não era alvo inicial da investigação sobre o tráfico de drogas. A situação foi descoberta durante o cumprimento dos mandados e deverá ser apurada em procedimento específico.
Investigação também mira patrimônio do tráfico
O principal investigado, apontado como fornecedor de drogas para outros traficantes, foi preso preventivamente. A esposa dele também foi presa, suspeita de auxiliar em práticas relacionadas à lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, a investigação busca identificar e atingir também o patrimônio obtido por meio das atividades criminosas, impedindo que os envolvidos continuem utilizando recursos provenientes do tráfico.
Durante a entrevista coletiva, o delegado regional Dr. Luis Mauro destacou a importância da integração entre as forças de segurança e do compartilhamento de informações para o avanço das investigações.
O tenente-coronel Pio, comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, também ressaltou a participação da corporação na operação. Segundo ele, a Polícia Militar contribuiu com informações, levantamentos e apoio operacional às equipes da Polícia Civil.
As forças de segurança destacaram que ações desse tipo buscam enfraquecer a estrutura do tráfico de drogas e reduzir outros crimes associados à atividade criminosa, proporcionando mais segurança à população dos municípios envolvidos.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento dos trabalhos.







