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Obesidade avança no Brasil, mas acesso ao tratamento ainda é desigual

O Ministério da Saúde afirma que a realização das cirurgias pelo SUS segue critérios rigorosos destinados aos casos graves.

O avanço da obesidade no Brasil contrasta com a queda no número de cirurgias bariátricas realizadas. Enquanto milhões aguardam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento para casos graves ainda enfrenta desigualdades.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2024 a obesidade em adultos cresceu 118% no país. No mesmo período, os casos de diabetes subiram 135% e os de hipertensão aumentaram em 31%. A complexa natureza crônica da obesidade requer acompanhamento médico contínuo e mudanças nos hábitos diários. Em situações mais severas, a cirurgia bariátrica pode ser vital para evitar complicações maiores.

No entanto, apesar do aumento dos índices de doenças relacionadas à obesidade, as cirurgias têm diminuído. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica indicam que foram realizados mais de 71 mil procedimentos em 2023; contudo, esse número caiu para apenas 58 mil em 2024.

A introdução das canetas emagrecedoras como parte dos tratamentos também influencia essa dinâmica. Especialistas alertam que essas soluções são adequadas apenas para casos específicos e não substituem mudanças essenciais nos hábitos ou outras formas tradicionais de tratamento.

O Ministério da Saúde afirma que a realização das cirurgias pelo SUS segue critérios rigorosos destinados aos casos graves. Entre janeiro e outubro do ano passado foram feitos mais de onze mil procedimentos através deste sistema público.

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