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O Alto Paranaíba clama por união; situação da BR-365 é a prova

É hora de darmos as mãos, de conduzir nossa cidade e região para o futuro, para o desenvolvimento.

O Alto Paranaíba está em uma posição difícil. A BR-365, que tem quase 50 anos, começa a, literalmente, a ruir no trecho da nossa região. As chuvas dos últimos dois meses castigaram ainda mais a pista. Um problema sério, que me preocupa há anos. Durante toda minha vida pública, e mais recentemente como prefeito de Patos de Minas, fiz o possível para que nossas autoridades em Brasília enxergassem as nossas demandas. Jamais deixei de lado a BR-365, tampouco a BR-352, que há muito defendo sua pavimentação. No entanto, o impasse de agora é o mesmo de alguns anos: falta de representatividade. É preciso que sejamos bem claros: estamos abandonados, esquecidos, esperando por migalhas.

Contudo, é preciso reconhecer os esforços das nossas lideranças em prol da BR-365. Tantos nomes da nossa cidade e da região estão fazendo o que é possível, mas eu sei como é complicado chegar lá sozinho, sem ter um rosto conhecido no Congresso Nacional. Em minhas andanças em Brasília, sempre que era recebido por algum ministro de estado, me perguntavam: “Qual é a sua base”? Ou seja, quem é o deputado federal que te representa aqui. Minha resposta sempre foi a mesma: “Estou aqui de pires na mão”. Nossa cidade e nossa região sofrem com isso. A política é feita de representatividade, escolhida pelo povo e para o povo. Estou falando de ter gente nossa na Capital Federal, que olhe para nossa região com carinho, que saiba os problemas que enfrentamos aqui, todos os dias.

É surpreendente como, em tão pouco tempo, recebemos tantos “paraquedistas” em Patos de Minas e região. Nos tempos difíceis, quando as coisas estavam apertadas, não tivemos a ronda de tantas presenças ilustres. O que gera em mim, e em toda a nossa gente, um sentimento de indignação. É chegado o momento de questionarmos, de apontarmos as questões e resolver os nossos problemas, aqueles que são daqui! No entanto, jamais defenderia a deselegância e a arrogância com nossos visitantes, até porque toda ajuda que vier será bem-vinda. O que digo e defendo é: vamos cobrar das lideranças que visitam nossas cidades de quatro em quatro anos soluções para os problemas vivenciados aqui? Mais: questionar se eles sabem o que realmente se passa por aqui. Entrar na nossa casa, almoçar e dizer que pagou um frango para o vizinho não cola mais.

O caso da BR-365 demonstra essa realidade. A rodovia não colapsou da noite para o dia. Estamos cobrando a duplicação há anos. Queremos melhorias já há um bom tempo, mas nossa voz não ultrapassa as barreiras da política burocrática de Brasília. Quando falamos em representatividade, não se trata de conversa fiada; a realidade está aí comprovada, na prática. Considero até engraçado, de alguma maneira, a forma como tanta gente se apresentou para resolver o problema da ponte dos Vieiras, mas no fim, a coisa se solucionou pelos próprios órgãos internos. É lamentável, infelizmente, entretanto, isso jamais mudará se não aprendermos que devemos confiar em gente que seja nossa, que seja daqui.

Todo Alto Paranaíba clama por representação. Nossa gente é e sempre será grande, gigante. Apesar disso, vivenciamos anos de vacas magras e pasto seco. Não de recursos, ou dinheiro, não é apenas isso; é relevância política, é ter portas abertas para as demandas que são de nossa gente. É disso que estamos falando. É mais relevância para a saúde, para a educação, para o agronegócio, enfim, para o povo de nossa região

Estamos em um momento decisivo. É hora de darmos as mãos, de conduzir nossa cidade e região para o futuro, para o desenvolvimento. Vi com muito entusiasmo a renovação política em Patos de Minas e nas cidades vizinhas. Com tantos jovens liderando nossa gente, nada mais justo que eles contem com o apoio de gente nossa para levar a diante os sonhos e os anseios de uma geração inteira. O meu convite é para que Patos e região se unam, em prol de um projeto que seja nosso, que seja autêntico e compromissado com os interesses do povo. É preciso refletir!

Por José Eustáquio Rodrigues Alves

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