Uma mulher de 52 anos procurou uma Base Comunitária Móvel da Polícia Militar para denunciar um suposto golpe financeiro praticado por um líder religioso durante o período em que ela estava recolhida para uma iniciação religiosa, em Patos de Minas.
Segundo as informações, no mês de julho de 2026, a vítima estava em um barracão utilizado para as atividades religiosas e permanecia em recolhimento havia 16 dias, sem acesso a telefone, televisão ou possibilidade de deixar o local.
Conforme relatado, o superior de religião, um homem de 30 anos, teria informado à mulher que faria um empréstimo em nome dela no valor de R$ 3 mil e que posteriormente realizaria o pagamento. A vítima teria concordado com a operação.
Mas o homem teria contratado um financiamento de R$ 6 mil, dividido em 12 parcelas de aproximadamente R$ 700. O dinheiro teria sido posteriormente transferido por Pix da conta da vítima para uma chave vinculada ao próprio denunciado.
A mulher afirmou que só tomou conhecimento do financiamento após o término do período de iniciação, quando acessou o aplicativo bancário e verificou que havia sido contratado um empréstimo que, segundo ela, não correspondia ao combinado.
A vítima também relatou que cobrou do líder religioso o valor do financiamento e o certificado referente às iniciações realizadas. De acordo com o registro, posteriormente terceiros teriam entregue um documento à mulher, que afirmou se tratar de um certificado falso.
O homem ainda teria encerrado as atividades no local e deixado o imóvel que era alugado.
Além da questão financeira, a mulher relatou que, durante o período em que estava recolhida, o denunciado teria retirado uma corrente de ouro de 18 quilates, que possuía um pingente de estrela de Davi, e não teria devolvido o objeto.
Segundo o registro, o suspeito chegou a pagar duas parcelas de aproximadamente R$ 700 referentes ao financiamento.
A vítima afirmou ainda ter tomado conhecimento de outro caso envolvendo suposto golpe financeiro atribuído ao mesmo homem. Conforme o relato, outra pessoa teria registrado boletim de ocorrência e fornecido o endereço do denunciado.
A mulher também declarou ter descoberto outros casos semelhantes que, segundo ela, teriam sido praticados pelo mesmo autor.
A vítima foi orientada a procurar a Delegacia de Polícia Civil para apresentar mais informações e dar continuidade à apuração.







