Uma criança de 11 anos, com necessidades especiais, enfrentou dificuldades para conseguir atendimento médico após apresentar deslocamento no joelho e sentir fortes dores, em Patos de Minas.
De acordo com as informaões, o responsável pela menor, um homem de 30 anos, procurou inicialmente a Santa Casa de Misericórdia. No entanto, segundo o relato, ele foi orientado a levar a criança ao Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), sob a justificativa de que aquela unidade seria responsável pelo atendimento.
Ao chegar ao HRAD, o responsável teria sido informado de que o atendimento deveria ser realizado inicialmente na Santa Casa de Misericórdia, conforme o fluxo estabelecido entre as unidades de saúde do município.
Diante das informações divergentes e da situação da menina, que continuava sentindo dores, o responsável acionou a Polícia Militar para registrar os fatos.
Durante a apuração, os policiais ouviram profissionais das duas instituições. Na Santa Casa de Misericórdia, o médico informou que a paciente passou por uma avaliação visual preliminar, na qual foi identificado o aparente deslocamento do joelho. Segundo ele, o caso poderia exigir avaliação ortopédica especializada ou até mesmo intervenção cirúrgica.
O médico também relatou que, naquele momento, a unidade estava sem ortopedista e sem motorista de ambulância, o que impossibilitaria o transporte da menina até o HRAD. Ainda segundo o profissional, o deslocamento até a UPA poderia representar um transtorno adicional devido à distância e à ausência de especialista.
Já no HRAD, o enfermeiro informou que, conforme o fluxo de atendimento vigente, casos de trauma deveriam ser inicialmente atendidos pela Santa Casa de Misericórdia, que deveria providenciar o encaminhamento para outra unidade, quando necessário.
Considerando as condições clínicas da menina e a necessidade de assistência, o enfermeiro relatou que entrou em contato com o médico plantonista do HRAD, que autorizou o atendimento da paciente naquela unidade.
Conforme o documento, a menina recebeu atendimento médico no HRAD. A ocorrência, entretanto, apontou divergências entre as informações repassadas pelas duas unidades de saúde sobre os procedimentos de atendimento e encaminhamento.
A Polícia Militar destacou que não foi possível concluir se houve negligência ou descumprimento dos protocolos, devido à ausência de elementos técnicos suficientes. As informações foram encaminhadas às direções hospitalares e aos órgãos competentes para avaliação dos procedimentos adotados e eventual apuração de irregularidades.
Até o momento, o registro não aponta uma conclusão sobre possíveis falhas no atendimento.







