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Injeção contra HIV aplicada duas vezes ao ano poderá chegar ao Brasil

A nova opção não substitui automaticamente as demais estratégias de prevenção. O uso de PrEP, preservativos, testagem regular e acompanhamento de saúde continua fazendo parte da prevenção combinada do HIV, de acordo com a indicação para cada pessoa.

Um acordo firmado entre a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a farmacêutica Gilead Sciences abriu caminho para que o Brasil tenha acesso ao lenacapavir, medicamento injetável utilizado na prevenção do HIV e aplicado duas vezes por ano.

O Brasil está entre os 14 países da América Latina e do Caribe incluídos na iniciativa. O acesso poderá ocorrer por meio dos mecanismos de compras regionais da Opas, que permitem a aquisição conjunta de medicamentos e tecnologias de saúde.

O lenacapavir é uma forma de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP). Diferentemente da PrEP oral diária, a estratégia utiliza uma aplicação semestral, o que pode facilitar a continuidade da prevenção para pessoas que enfrentam dificuldades com o uso diário de comprimidos. A Anvisa já aprovou o medicamento para essa finalidade em adultos e adolescentes com mais de 12 anos e pelo menos 35 quilos, desde que estejam sob risco de adquirir o HIV e tenham teste negativo antes do início do tratamento preventivo.

Apesar do novo acordo, o medicamento não estará disponível imediatamente no SUS. A iniciativa cria uma possibilidade de aquisição para o Brasil, mas ainda são necessárias definições relacionadas ao preço, fornecimento e incorporação da tecnologia à rede pública.

A Gilead também avalia formas de cooperação com o Ministério da Saúde para uma possível produção local. Até o momento, porém, não foi informado um prazo para fabricação no país nem confirmada uma transferência definitiva de tecnologia.

O lenacapavir apresentou resultados elevados de eficácia nos estudos clínicos de prevenção do HIV. No Brasil, pesquisas também vêm avaliando a utilização da aplicação semestral como alternativa à PrEP oral diária.

A nova opção não substitui automaticamente as demais estratégias de prevenção. O uso de PrEP, preservativos, testagem regular e acompanhamento de saúde continua fazendo parte da prevenção combinada do HIV, de acordo com a indicação para cada pessoa.

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