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Greve dos vigilantes continua em Patos de Minas após reunião desta sexta-feira

Trabalhadores estão paralisados desde quarta-feira (16) devido a atrasos salariais, falta de benefícios e ausência de depósitos do FGTS

A greve dos vigilantes que atuam em setores públicos de Patos de Minas continua após a reunião realizada nesta sexta-feira (18) entre representantes da categoria e a Prefeitura. Os trabalhadores estão paralisados desde quarta-feira (16), em protesto contra os atrasos salariais e o descumprimento de obrigações trabalhistas por parte da empresa terceirizada responsável pelo contrato.

Após a reunião, o Sistema Clube entrevistou Romualdo, um dos representantes do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, que veio de Belo Horizonte para acompanhar o caso e buscar uma solução para os profissionais.

Empresa teria abandonado o contrato

Segundo o sindicato, a empresa começou a apresentar problemas já no primeiro mês de contrato, quando os salários foram pagos com atraso. A situação teria se repetido no mês seguinte e se agravado em setembro, quando os trabalhadores não receberam.

Além dos salários atrasados, a categoria denuncia a falta de depósitos do FGTS e o não pagamento de benefícios previstos no contrato.

Romualdo afirmou que a empresa deixou de responder aos trabalhadores, ao sindicato e à Prefeitura.

“É uma empresa que simplesmente abandonou o contrato e abandonou os trabalhadores. Não responde aos ofícios, às ligações, ao sindicato, à Prefeitura e nem aos trabalhadores”, declarou.

Sindicato busca pagamento direto aos trabalhadores

O sindicato informou que está negociando com a Prefeitura a possibilidade de antecipação de uma fatura para viabilizar o pagamento dos vigilantes.

O município, porém, precisa cumprir etapas administrativas e jurídicas antes de realizar qualquer repasse. De acordo com Romualdo, esses procedimentos já estão em andamento.

A entidade também informou que ingressaria com uma ação na Justiça para tentar obter uma medida cautelar que autorize a Prefeitura a realizar o pagamento diretamente aos trabalhadores.

Greve continua até nova resposta

Mesmo após a reunião desta sexta-feira, os vigilantes decidiram manter a paralisação. Segundo o sindicato, os trabalhadores aguardavam uma nova resposta da Prefeitura, prevista para o fim da tarde.

A continuidade da greve dependerá das medidas apresentadas para resolver os atrasos e garantir o pagamento dos salários e benefícios.

Prefeitura reforça segurança na rodoviária

Com a paralisação, a Prefeitura deslocou vigias de outros setores para reforçar a segurança do Terminal Rodoviário de Patos de Minas.

O município também colocou um servidor adicional no período noturno e solicitou reforço da Polícia Militar para garantir a segurança no local.

Os vigilantes ressaltam que o trabalho na rodoviária envolve atendimento a ocorrências e situações de risco, sendo necessária a presença constante dos profissionais.

Sindicato cita problemas em outros municípios

Durante a entrevista, Romualdo afirmou que a empresa também teria apresentado problemas em contratos de outras cidades mineiras, como Barão de Cocais, Congonhas, Rodeiro e Ubá.

O sindicato informou que pretende ampliar a investigação para verificar se existe uma atuação semelhante em diferentes municípios. A entidade também acionou o departamento jurídico para avaliar possíveis medidas na área criminal.

As suspeitas ainda precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.

Possível rescisão do contrato

Outra alternativa discutida é a rescisão do contrato atual e a convocação da empresa que ficou em segundo lugar na licitação.

Segundo o sindicato, a empresa anterior já prestava o serviço em Patos de Minas e não teria registrado problemas semelhantes.

Enquanto as negociações continuam, os vigilantes permanecem em greve, aguardando uma solução para o pagamento dos salários e dos demais direitos trabalhistas.

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