Um homem de 51 anos foi preso na madrugada desta quarta-feira (29) por suspeita de agredir a esposa no Bairro Residencial Sorriso, em Patos de Minas.
De acordo com informações, os militares foram acionados após uma denúncia de violência doméstica em uma residência. No local, encontraram a vítima bastante abalada, chorando e com um hematoma no braço esquerdo.
A mulher relatou que é casada há cerca de 29 anos com o autor e que o casal está em processo de separação, dormindo em quartos separados há aproximadamente três meses. Segundo ela, o homem não aceita o fim do relacionamento e, desde então, passou a apresentar comportamento cada vez mais agressivo.
Ainda conforme o relato da vítima, na noite da ocorrência ela havia trancado a porta do quarto para dormir quando o marido começou a bater insistentemente na porta e a desferir socos, tentando arrombá-la. Após conseguir abrir a porta, ele teria avançado contra ela, segurando seu braço com força e desferindo um golpe que provocou um hematoma. A mulher afirmou ainda que só conseguiu se desvencilhar após dar um tapa no rosto do companheiro.
A vítima de 48 anos informou aos policiais que o marido faz uso frequente de bebidas alcoólicas e que, quando bebe, costuma ofendê-la com palavras de baixo calão e agir de forma agressiva. Ela também revelou que essa não foi a primeira agressão sofrida, mas que nunca havia denunciado o companheiro.
Os filhos do casal confirmaram a versão apresentada pela mãe. Uma das filhas relatou que o pai costuma aumentar o volume da televisão em canais com conteúdo adulto para constranger e provocar a esposa.
Ao ser abordado, o homem apresentava sinais visíveis de embriaguez, como fala desconexa, olhos avermelhados, hálito etílico e dificuldade para caminhar. Ele admitiu ter ingerido cerveja e cachaça, confirmou que bateu na porta do quarto para conversar com a esposa e que a segurou pelo braço, mas negou ter cometido agressões.
Diante dos indícios e das lesões constatadas na vítima, a Polícia Militar deu voz de prisão ao suspeito pelo crime de lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha. Ele foi conduzido à Delegacia de Plantão da Polícia Civil para as demais providências.
A vítima informou que, naquele momento, não desejava representar criminalmente, sendo orientada sobre seus direitos e sobre a possibilidade de procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).







