O atleta Melon, de 50 anos, que tem baixa visão, está em busca de apoio financeiro para representar Patos de Minas no Campeonato Brasileiro de Karatê, que será realizado em Pernambuco, entre os dias 27 e 31 de outubro. Integrante da seleção brasileira da modalidade, ele acumula títulos e medalhas em competições estaduais, nacionais e internacionais.
Melon tem retinose pigmentar, uma condição que provoca a perda progressiva da visão. Ele começou a praticar karatê aos 14 anos, mas precisou interromper a atividade por um período. Depois de cerca de três décadas afastado, retomou os treinamentos em março do ano passado e voltou a competir.
O retorno foi marcado por resultados expressivos. O atleta conquistou títulos em competições regionais e no Campeonato Mineiro, garantindo vaga na seleção mineira e, posteriormente, na seleção brasileira. Em 2025, foi campeão brasileiro e, neste ano, participou do Campeonato Pan-Americano, no Rio de Janeiro, onde conquistou a medalha de bronze.
Melon compete na categoria de karatê para pessoas com deficiência. A modalidade exige preparação física, disciplina e dedicação. Atualmente, ele concilia os treinos de karatê com musculação e natação, atividade que também contribui para melhorar o condicionamento físico.
Apesar dos resultados, os custos para participar das competições representam um desafio. O atleta recebe uma bolsa municipal de 600 reais por mês, mas o valor não é suficiente para cobrir despesas com passagens, hospedagem, alimentação, equipamentos e inscrições. Somente os kimonos homologados para as competições custaram cerca de 2 mil e 200 reais. Para disputar o próximo Campeonato Brasileiro, a previsão é de aproximadamente 8 mil reais em despesas. O atleta já está organizando o deslocamento até Pernambuco, com saída por Brasília, para reduzir os custos da viagem.Por isso, ele conta com a colaboração de pessoas físicas e empresas que possam contribuir financeiramente ou oferecer patrocínio. A ajuda é importante para viabilizar a participação no campeonato e dar continuidade à trajetória esportiva.
Caso conquiste novamente o primeiro lugar no Brasileiro, Melon poderá continuar na seleção brasileira e manter a possibilidade de disputar outras competições, como os campeonatos Sul-Americano, Pan-Americano e Mundial.
Além da trajetória esportiva, o atleta conta com o apoio da Associação dos Deficientes Visuais de Patos de Minas, a Adevip, entidade filantrópica que atua há mais de 18 anos no município. A associação desenvolve projetos voltados à inclusão social, à autonomia e à qualidade de vida das pessoas com deficiência visual.
De acordo com a presidente da entidade, Renata Gomes, a associação atende pessoas com diferentes graus de deficiência visual e oferece atividades em parceria com o Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam), incluindo natação, fisioterapia, psicologia, música e artesanato. Atualmente, a instituição tem quase 300 pessoas cadastradas, mas consegue atender diretamente cerca de 50, devido às limitações financeiras e à necessidade de transporte adaptado.
A entidade também enfrenta dificuldades para manter a estrutura e os projetos. Por isso, a campanha busca mobilizar a comunidade para apoiar tanto o atleta quanto o trabalho de inclusão realizado no município.
COMO AJUDAR
As pessoas interessadas em contribuir com a participação de Melon no Campeonato Brasileiro podem fazer doações pelo Pix da associação:
Pix: 08111283000150
Para obter informações sobre a campanha e outras formas de colaborar, o contato pode ser feito pelo telefone:
(34) 99990-0910
Qualquer contribuição é bem-vinda. A iniciativa busca reunir recursos para ajudar o atleta a competir e continuar levando o nome de Patos de Minas aos pódios do karatê.
A Associação dos Deficientes Visuais de Patos de Minas (ADV) é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que há 18 anos trabalha com acolhimento, inclusão social e promoção da qualidade de vida das pessoas com deficiência visual, incluindo pessoas cegas e com baixa visão.
O objetivo da associação é oferecer apoio, oportunidades e atividades que contribuam para a autonomia, a autoestima e o bem-estar dos assistidos, ajudando a combater o isolamento social, a depressão e as situações de vulnerabilidade. A entidade também acolhe e orienta os familiares, conta com o acompanhamento do Serviço Social e desenvolve atividades que promovem a convivência, a participação e a inclusão.
A ADV acredita que a deficiência visual não deve ser uma barreira para a realização de sonhos. Por isso, apoia seus assistidos na descoberta de suas capacidades, incentivando o esporte, a cultura e a participação na sociedade.
A ADV é um espaço de acolhimento, oportunidades e transformação de vidas!










