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Cão lambendo as patas em excesso pode indicar problemas físicos e emocionais, alerta especialista

Um dos primeiros sinais de alerta visual é a alteração na cor da pelagem. A saliva do animal possui substâncias que oxidam em contato constante com os pelos, deixando a região com uma coloração avermelhada, amarronzada ou tom de ferrugem

O hábito compulsivo de lamber as patas em cães é um comportamento frequente que exige atenção dos tutores, pois pode sinalizar desde reações alérgicas e dores articulares até quadros de ansiedade ou depressão. De acordo com a médica veterinária Manuela Sena, professora do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), a localização exata do incômodo é um dos principais caminhos para diferenciar a origem do problema.

Como identificar a origem pelo local da lambedura

A observação atenta do comportamento do pet ajuda a mapear as causas probatórias antes da consulta clínica:

  • Parte de cima das patas: Quando o foco é a região superior do membro, o comportamento costuma estar associado a estresse, tédio ou ansiedade de separação.

  • Entre os dedos e nas almofadinhas: Coceiras intensas na região palmar das patas dianteiras costumam indicar processos alérgicos provocados pelo contato com grama, pólen ou produtos químicos de limpeza.

  • Articulação específica: A lambedura persistente em um único ponto ou articulação sugere dor localizada, como em casos de artrose, traumas ou queimaduras provocadas pelo asfalto quente.

Mudança de cor nos pelos e risco de infecções

Um dos primeiros sinais de alerta visual é a alteração na cor da pelagem. A saliva do animal possui substâncias que oxidam em contato constante com os pelos, deixando a região com uma coloração avermelhada, amarronzada ou tom de ferrugem.

Além da questão estética, o acúmulo contínuo de umidade altera o pH da pele, criando um ambiente favorável para a proliferação de microrganismos como bactérias e leveduras, o que pode evoluir para dermatites severas.

Diagnóstico e a abordagem correta

A veterinária ressalta que é indispensável realizar exames clínicos para descartar infecções por fungos, ácaros ou inflamações antes de atribuir o problema exclusivamente a fatores emocionais.

Nos casos em que o diagnóstico confirmar estresse ou ansiedade, a solução não passa por repreensões ou pelo uso isolado de cones de proteção. A recomendação é investir em enriquecimento ambiental, brinquedos interativos e rotinas adequadas de passeios. Para evitar queimaduras nas patas durante as caminhadas, a orientação é que o tutor teste a temperatura do chão usando as costas da mão antes de sair com o animal.

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