O cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD estão entre os 169 novos nomes incluídos na atualização da chamada ‘Lista Suja do Trabalho Escravo‘, do governo federal.
Divulgada pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a nova versão do cadastro torna públicos os dados de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por trabalho escravo, após exercerem o direito de defesa na esfera administrativa em duas instâncias.
Uma vez incluídos, os empregadores permanecem na lista por dois anos, mas podem ter seus nomes retirados antes desse prazo, caso assinem um acordo de regularização com o MTE e passem a integrar uma lista de observação. Com a atualização, a lista chega a 613 empregadores.
O cantor Amado Batista foi autuado em duas operações distintas, ambas realizadas em 2024 no estado de Goiás, relacionadas ao cultivo de milho. Em suas propriedades, quatorze trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. A principal infração identificada foi a de jornada exaustiva, uma das quatro situações que configuram trabalho escravo no Brasil.
A inclusão da montadora chinesa decorre da responsabilização direta da empresa pela submissão de trabalhadores a condições degradantes durante as obras de seu complexo industrial em Camaçari (BA). A ação foi coordenada por uma força-tarefa em dezembro de 2024. Embora o grupo inicial identificado fosse de 163 cidadãos chineses, o desdobramento das investigações elevou o total de trabalhadores resgatados para 224 pessoas.
Criada em novembro de 2003, a Lista Suja é atualizada semestralmente pelo governo federal.
O cadastro não gera punições aos empregadores, mas é usado por empresas e setor financeiro para gerenciamento de riscos — na aprovação de financiamentos, por exemplo. A relação é considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) um dos mais relevantes instrumentos de combate ao trabalho escravo no mundo.
FONTE REPÓRTER BRASIL







