O advogado Alexandre Gonçalves, responsável pela defesa de um médico de 28 anos suspeito de cometer um crime sexual contra uma jovem em Patos de Minas, afirmou, em entrevista à Rádio Clube, ter plena confiança na inocência de seu cliente. O profissional foi preso após ser conduzido à delegacia e, posteriormente, encaminhado ao presídio. Após audiência de custódia, a Justiça concedeu a ele o direito de responder ao caso em liberdade.
Durante a entrevista, o advogado destacou que conhece o médico há bastante tempo, assim como seus familiares, e afirmou confiar na versão apresentada por ele. Gonçalves também ressaltou sua experiência de quase 17 anos na advocacia criminal e disse que assumiu a defesa com convicção na inocência do investigado.
“Eu acredito e confio plenamente na sua versão”, declarou o advogado à reportagem da Rádio Clube, acrescentando que, com base nas informações às quais teve acesso, considera verdadeira a versão apresentada pelo cliente.
De acordo com as informações discutidas durante a entrevista, o caso teria ocorrido durante uma festa realizada em uma propriedade particular. O advogado, entretanto, não entrou em detalhes sobre as circunstâncias do episódio, alegando que o procedimento tramita sob segredo de Justiça e que, por isso, existem limitações quanto à divulgação de informações.
Conforme relatado pelo entrevistador, a ocorrência policial registra que o médico e a jovem foram juntos para um quarto e mantiveram relação sexual. Segundo a defesa, o próprio investigado confirmou que houve relação, mas sustenta que o ato foi consensual.
Alexandre Gonçalves afirmou que, na avaliação da defesa, não existem indícios suficientes para demonstrar que o cliente tenha cometido um crime. Ele também destacou que outras pessoas estavam no local durante a festa.
As declarações apresentadas pelo advogado correspondem à versão da defesa. A apuração dos fatos e a análise das provas cabem às autoridades responsáveis pela investigação e ao Poder Judiciário.
Durante a entrevista, o advogado também comentou os exames realizados na jovem após o registro da ocorrência. Segundo ele, o laudo médico-pericial não teria identificado hematomas visíveis no corpo da suposta vítima.
Gonçalves afirmou que esse aspecto é um dos elementos que considera favoráveis à defesa. Ele, porém, não apresentou detalhes adicionais sobre o conteúdo dos exames, alegando que outras informações do caso não podem ser divulgadas em razão do segredo de Justiça.
A ausência de lesões aparentes, isoladamente, não permite concluir se houve ou não violência sexual. A avaliação dos fatos depende do conjunto de provas reunidas durante a investigação, incluindo os depoimentos, os exames periciais e os demais elementos do procedimento.
Segundo Alexandre Gonçalves, o médico foi ouvido na delegacia, teve a prisão ratificada pela autoridade policial de plantão e foi encaminhado ao presídio.
A defesa informou que, após a prisão, apresentou um pedido para que o investigado pudesse responder ao caso em liberdade. O pedido foi analisado durante audiência de custódia, realizada no dia anterior à entrevista, quando a Justiça concedeu o benefício.
A decisão permite que o médico responda à investigação em liberdade, mas não significa que tenha sido declarado inocente ou que o caso tenha sido encerrado.
O advogado informou que a defesa acompanhará os próximos passos do procedimento e afirmou acreditar que os elementos já conhecidos serão favoráveis ao cliente. Ele também declarou esperar que o médico não seja denunciado ao final da apuração.
“Eu não acredito não, eu tenho certeza que ele é inocente”, afirmou Gonçalves ao ser questionado sobre sua confiança na versão apresentada pelo investigado.
Até o momento da entrevista, conforme as informações fornecidas, as investigações continuavam em andamento. Caberá às autoridades competentes analisar os elementos reunidos e decidir sobre os próximos encaminhamentos do caso.
A Rádio Clube acompanha o caso. O médico é investigado por suspeita de crime sexual, e a apuração permanece em andamento. A concessão de liberdade provisória não representa julgamento definitivo sobre os fatos, e a responsabilidade criminal somente poderá ser estabelecida após o devido processo legal.







