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Academia é alvo de operação por contrabando e venda ilegal de anabolizantes; proprietário é preso em Patos de Minas

Os produtos não possuem autorização para comercialização no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Foto: PF/Divulgação/Ilustração
Uma ocorrência de contrabando e descaminho mobilizou a Polícia Militar no bairro Boa Vista, em Patos de Minas, após denúncia envolvendo a comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento e anabolizantes dentro de uma academia

 

De acordo com a corporação, a equipe foi acionada via 190 pela fiscal da Vigilância Sanitária, que solicitou apoio durante fiscalização no estabelecimento. No local, os militares fizeram contato com os fiscais sanitários.
Segundo os fiscais, a Vigilância Sanitária recebeu duas denúncias anônimas informando que medicamentos para emagrecimento estariam sendo vendidos de forma irregular no interior da academia. Durante a fiscalização, foi identificada uma gaveta trancada na recepção. Inicialmente, o proprietário do estabelecimento teria se recusado a abri-la, mas posteriormente franqueou o acesso aos fiscais.

No interior da gaveta, foram localizados diversos medicamentos importados do Paraguai, entre eles:

 

  • Quatro caixas de “Tirzepatida” TG15, com quatro frascos cada;
  • Cinco frascos avulsos de “Lipoless” 15mg/0,5ml;
  • Seis ampolas de “Lipoless” 12,5mg/0,5ml;
  • Quatro ampolas de “Retatrutide” e um frasco de diluente;
  • Cinco caixas com ampolas de “Lipoless” 15mg/0,6ml;
  • Um frasco com 100 comprimidos de anabolizante “Metandrostenolona” 10mg;
  • Um frasco com 100 comprimidos de anabolizante “Oxandroland” 5mg;
  • 13 caixas de anabolizante “Durateston”;
  • Seringas, agulhas e uma ampola de água para injeção.

 

Ainda conforme os fiscais, os produtos não possuem autorização para comercialização no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além dos medicamentos, também foram encontrados expostos à venda em uma prateleira da academia:

 

  • Sete frascos do suplemento “Power Trib X”, importado dos Estados Unidos e não autorizado pela Anvisa;
  • Seis frascos de suplementos nacionais fabricados em desacordo com as normas sanitárias vigentes.

 

Em diálogo com os militares, na presença do advogado, o proprietário afirmou que adquiriu os produtos e alegou que os medicamentos e anabolizantes guardados na gaveta seriam para uso próprio.

O proprietário foi preso e os materiais apreendido pela Polícia Militar e encaminhado para a Polícia Federal (PF) em Uberlândia.

O caso seguirá sob investigação para apuração de possível crime de contrabando ou descaminho, além de eventuais infrações sanitárias.

 

Nota da Prefeitura

“A Prefeitura de Patos de Minas, por meio da Vigilância Sanitária, informa que, após o recebimento de denúncia sobre a suposta comercialização irregular de medicamentos em uma academia do município, a equipe técnica realizou inspeção no local para averiguação dos fatos.

Durante a ação, foram encontrados frascos do medicamento Tirzepatida, bem como substâncias anabolizantes, armazenados de forma irregular e sem comprovação de origem lícita. Constatou-se que parte dos produtos apreendidos era oriunda do Paraguai, sendo a Tirzepatida de importação proibida e comercialização vedada no Brasil, em desacordo com a legislação sanitária vigente.

Diante das irregularidades, os produtos foram imediatamente interditados e apreendidos pela equipe da Vigilância Sanitária. Ressalta-se que a academia permaneceu em funcionamento, tendo em vista que a medida sanitária adotada foi direcionada exclusivamente aos produtos irregulares encontrados.

Considerando a natureza da infração e a origem estrangeira dos medicamentos, foi acionada a Polícia Militar, que conduziu o proprietário responsável à Delegacia de Polícia para os devidos encaminhamentos e continuidade das providências legais cabíveis. Os medicamentos apreendidos serão encaminhados às autoridades competentes para as medidas investigativas e legais pertinentes.

A Vigilância Sanitária reforça que a comercialização e utilização de medicamentos sem registro e de origem irregular representam grave risco à saúde da população e configuram infração sanitária e penal.

A colaboração da população, por meio de denúncias, é fundamental para garantir a segurança sanitária e a proteção da saúde coletiva”.

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