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“Tinder bovino” usa inteligência artificial para ajudar na produção de leite

A expectativa é que ferramentas baseadas em inteligência artificial ganhem cada vez mais espaço no agronegócio, inclusive na pecuária leiteira, ajudando produtores a tomar decisões com base em um volume maior de informações e a buscar animais mais produtivos e adaptados às necessidades do rebanho.
foto e fonte: sindijoriMG

A tecnologia que ajuda pessoas a encontrar combinações em aplicativos de relacionamento ganhou uma versão inusitada no campo. Um sistema de inteligência artificial desenvolvido para a pecuária leiteira funciona como uma espécie de “Tinder bovino” e auxilia produtores na escolha dos melhores cruzamentos entre os animais.

A ferramenta utiliza informações genéticas e características do rebanho para indicar combinações que podem contribuir para o melhoramento dos animais e, consequentemente, para o aumento da produtividade e da qualidade do leite.

A iniciativa foi desenvolvida por um casal que decidiu deixar o setor de telecomunicações para investir na produção leiteira. A proposta é utilizar a tecnologia para tornar o processo de seleção genética mais preciso, levando em consideração diferentes características dos animais.

Entre os objetivos está a produção de leite do tipo A2A2, que tem despertado interesse no mercado. A classificação está relacionada à presença da variante A2 da beta-caseína, uma das proteínas encontradas no leite.

Na prática, o sistema funciona a partir da análise de dados dos animais. Com essas informações, a inteligência artificial auxilia na identificação de possíveis cruzamentos, buscando animais com características genéticas desejáveis para a próxima geração.

O uso de ferramentas tecnológicas na pecuária leiteira acompanha uma tendência de modernização do setor. Além do melhoramento genético, produtores já utilizam sistemas digitais para monitorar a alimentação, a reprodução, a saúde e a produtividade dos animais.

Para especialistas, a adoção dessas tecnologias pode contribuir para decisões mais eficientes dentro da propriedade, mas os resultados também dependem de fatores como manejo, alimentação, sanidade e condições de produção.

A expectativa é que ferramentas baseadas em inteligência artificial ganhem cada vez mais espaço no agronegócio, inclusive na pecuária leiteira, ajudando produtores a tomar decisões com base em um volume maior de informações e a buscar animais mais produtivos e adaptados às necessidades do rebanho.

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