Em entrevista concedida aos programas esportivos Bola na Rede e Sala de Esportes da Rádio Clube, o presidente da União Recreativa dos Trabalhadores (URT) prestou esclarecimentos detalhados sobre a transição do clube para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O dirigente respondeu aos questionamentos dos torcedores quanto à participação de parceiros comerciais, responsabilidade por dívidas e à situação imobiliária do Estádio Zama Maciel.
Venda da SAF: 100% negociada com o Grupo Tera
Diante das dúvidas sobre a participação do DB (patrocinador do clube) no processo de compra da SAF, o presidente negou qualquer vínculo contratual direto da marca na aquisição das cotas. A transação foi firmada em 100% com o Grupo Tera, que adquire 90% das ações da SAF.
“A DB é uma parceira, mas não figura no contrato. Não temos o nome da DB em nenhum momento, a negociação foi 100% com a Tera. O Daniel, representante da DB, acompanhou todo o estudo e apoia o Paulo como acionista principal. Se em um segundo momento a DB e o Grupo Tera conversarem sobre participação, isso é uma etapa futura, mas a nossa negociação foi exclusivamente com a Tera”, explicou o presidente.
Passivos e Ações Judiciais: SAF assumirá pendências
Questionado se os processos pendentes na Justiça ficariam sob responsabilidade da associação civil ou da nova SAF, o mandatário garantiu que a estrutura do investidor assumirá a resolução de todos os passivos da URT.
O presidente citou como exemplo uma ação trabalhista em andamento movida por um ex-empresário de atletas (Leôncio), que cobra cerca de R$ 80 mil alegando vínculo empregatício. A URT venceu a causa em primeira instância e aguarda o encerramento do trâmite.
“Fica parecendo que estamos devendo fornecedores ou deixando coisas pendentes, mas saneamos bem as contas. Existem ações que ainda estão em andamento. Se transformarem em dívida, a SAF pagará à medida que forem surgindo. A SAF vai resolver todos os problemas da URT”, garantiu.
Patrimônio e Imóveis: Escrituração do DB e Avaliação de R$ 90 Milhões
O presidente também detalhou a negociação patrimonial firmada anteriormente com o DB para estancar juros de dívidas antigas da associação.
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Áreas Transferidas ao DB: Determinados setores da estrutura do estádio foram escriturados e transferidos ao DB para quitar uma dívida que gerava juros de 1% ao mês (cerca de R$ 6 milhões). Essas áreas não pertencem mais à URT e não entraram na avaliação dos R$ 90 milhões da SAF.
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Usufruto e Aluguéis até 2027: A URT mantém o usufruto e o recebimento integral dos aluguéis dessas áreas negociadas com o DB até julho de 2027.
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Ativos da SAF: O aporte de R$ 90 milhões contempla exclusivamente os ativos mantidos sob propriedade da URT — como a fração restante do estádio, a Vila Olímpica e o ônibus do clube.
“O investimento de R$ 90 milhões contempla as áreas que ainda são da URT. As áreas negociadas com o DB pertencerão a eles e a URT tem o usufruto e a receita de aluguel até julho de 2027. A partir daí, o novo investidor (Paulo) poderá conversar com o DB para entender se vale a pena reintegrar essas áreas ou mantê-las como estão”, apontou.







