Ouça ao Vivo:

PEC que abre caminho para privatização da Copasa é aprovada em segundo turno na ALMG após polêmica em plenário

Depois que o quórum governista foi recomposto, deputados da base retiraram suas inscrições de fala, permitindo que a votação fosse concluída
Foto: Alex de Jesus / O TEMPO

Com 48 votos favoráveis e 22 contrários, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, na tarde desta quarta-feira (5/11), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023. A medida retira da Constituição Estadual a exigência de um referendo popular para que o governo possa vender a Copasa, abrindo espaço para o avanço do processo de privatização da companhia de saneamento.

A aprovação da PEC era uma das prioridades do governo Romeu Zema (Novo), que argumenta que a privatização é necessária para gerar recursos destinados ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Já a oposição afirma que o argumento não se sustenta e que a venda da Copasa pode prejudicar a população mineira.

A votação chegou a apontar 47 votos favoráveis, número insuficiente para validar a proposta. Servidores da Copasa, que acompanhavam a sessão das galerias, comemoraram o resultado parcial. No entanto, logo em seguida, o deputado Bruno Engler (PL) declarou seu voto, elevando o total para 48, o mínimo necessário (3/5 dos deputados). Agora, opositores questionam se o parlamentar estava presente no plenário no momento da votação, condição obrigatória para o voto ser considerado válido.

Durante o dia, a oposição tentou impedir o avanço da proposta, mantendo obstrução por aproximadamente seis horas — cinco na reunião da manhã e mais uma parte da sessão da tarde. Por volta das 14h30, contudo, avaliando que a base governista estava com menor presença no plenário, os oposicionistas retiraram os requerimentos que travavam o andamento, apostando em reverter a votação.

Percebendo a estratégia, o deputado Gustavo Valadares (PSD) pediu a palavra e utilizou todo o tempo disponível. Logo depois, o líder do governo, João Magalhães (MDB), fez o mesmo, invertendo o cenário e criando o que foi chamado de “obstrução às avessas”. Nas galerias, servidores vaiavam e pressionavam os parlamentares.

Depois que o quórum governista foi recomposto, deputados da base retiraram suas inscrições de fala, permitindo que a votação fosse concluída.

A oposição argumentou que não há urgência para a aprovação da PEC, já que o governo federal prorrogou os prazos para adesão ao Propag. Também ressaltou que a Copasa é uma empresa financeiramente saudável e que experiências de privatização no saneamento em outros estados não resultaram em melhorias na prestação de serviços.

Título do slide
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Clique aqui
<a href="arquivo.clubenoticia.com.br" target="_blank">Veja mais em nosso arquivo!</a>