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Patos de Minas e Uberlândia concentram quase 25% das denúncias de assédio eleitoral em Minas

A denúncia permite que as autoridades analisem a situação e adotem as providências cabíveis para proteger os direitos dos trabalhadores e a liberdade de escolha política.
foto: Foto: TRT-MG G1

As regionais do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Uberlândia e Patos de Minas concentraram, juntas, quase um quarto das denúncias de assédio eleitoral registradas em Minas Gerais durante o primeiro turno das Eleições 2026.

Ao todo, Minas Gerais contabilizou 110 denúncias de assédio eleitoral até domingo (4), dia da votação. Em todo o país, foram registrados 991 casos, colocando o estado na segunda posição nacional em número de denúncias, atrás de São Paulo, que contabilizou 158 registros.

O volume de denúncias aumentou na reta final da campanha. Minas Gerais tinha 94 registros. Até o encerramento do primeiro turno, outras 16 denúncias foram recebidas pelo Ministério Público do Trabalho.

O que é assédio eleitoral?

O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza uma relação de trabalho para pressionar, constranger ou tentar influenciar a escolha política de um trabalhador. A prática pode envolver ameaças, promessas de vantagens, intimidações ou tentativas de interferência na liberdade de voto.

A conduta pode ocorrer em empresas privadas e em outros ambientes de trabalho. O voto é livre e secreto, e nenhum trabalhador pode ser obrigado a apoiar determinado candidato ou partido em razão de seu vínculo profissional.

É importante destacar que o registro de uma denúncia não significa, por si só, que a irregularidade já tenha sido comprovada. Cada caso precisa ser analisado pelos órgãos competentes.

Fiscalização durante o período eleitoral

Durante o primeiro turno, o Ministério Público do Trabalho intensificou o atendimento às denúncias e adotou medidas para prevenir práticas que pudessem comprometer a liberdade de escolha dos trabalhadores.

Entre os casos acompanhados em Minas Gerais está o de uma indústria de calçados em Bom Despacho, no Centro-Oeste do estado. A Justiça do Trabalho determinou medidas para impedir atividades de campanha eleitoral nas dependências da empresa e reforçar o respeito à liberdade de voto dos funcionários.

Com a continuidade do calendário eleitoral, o MPT mantém a atuação para receber e apurar denúncias relacionadas ao assédio eleitoral.

Como denunciar

Trabalhadores que presenciarem ou forem vítimas de assédio eleitoral podem procurar o Ministério Público do Trabalho e apresentar uma denúncia pelos canais oficiais do órgão. Sempre que possível, é importante reunir informações sobre os fatos, como datas, locais, mensagens e outros elementos que possam auxiliar na apuração.

A denúncia permite que as autoridades analisem a situação e adotem as providências cabíveis para proteger os direitos dos trabalhadores e a liberdade de escolha política.

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