Uma fiscalização realizada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) identificou 829 irregularidades em bebidas não alcoólicas comercializadas no Brasil. O principal problema encontrado foi a quantidade de produto inferior à informada no rótulo, situação que pode causar prejuízos aos consumidores.
A Operação Nacional de Verão foi realizada em diferentes regiões do país, com fiscalização em supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Ao todo, foram visitados 293 estabelecimentos em 99 municípios brasileiros, com análise de 25.886 produtos, entre sucos prontos, refrigerantes e águas.
Do total fiscalizado, 829 produtos apresentaram irregularidades, o equivalente a 3,2% das amostras analisadas.
A principal irregularidade identificada foi a diferença entre o volume declarado na embalagem e a quantidade efetivamente entregue ao consumidor.
Em um dos exemplos apresentados pelo Inmetro, uma garrafa identificada no rótulo como contendo 500 mililitros apresentou apenas 470 mililitros após a medição. A diferença representa 30 mililitros a menos do que o anunciado.
A prática caracteriza descumprimento das normas metrológicas e pode induzir o consumidor ao erro, já que a quantidade indicada na embalagem deve corresponder ao conteúdo efetivamente comercializado.
Segundo o Inmetro, a fiscalização tem como objetivo garantir que o consumidor receba exatamente aquilo pelo qual pagou, além de coibir práticas irregulares e fortalecer a confiança nas relações de consumo.
Entre as cidades fiscalizadas, quatro apresentaram os maiores percentuais de produtos fora das normas. Vilhena, em Rondônia, registrou 20,4% de irregularidades. Em seguida aparecem Tio Hugo, no Rio Grande do Sul, com 16,1%; Caraguatatuba, em São Paulo, com 14,8%; e Recife, em Pernambuco, com 14,2%. Recife foi a única capital entre as quatro cidades com maiores índices.
O consumidor que identificar possíveis irregularidades na quantidade de bebidas comercializadas pode registrar denúncia na Ouvidoria do Inmetro.
O atendimento está disponível pelo telefone gratuito 0800 285 1818, exclusivo para chamadas de telefone fixo, das 8h às 16h30. Também é possível encaminhar manifestações pelo site oficial do instituto.
A fiscalização busca proteger os consumidores e assegurar que o volume indicado nas embalagens corresponda à quantidade real dos produtos vendidos.
Fonte e foto: Gov
Reporagem: Angélica Peres







