O período de registro de candidaturas traz à tona uma das estratégias mais populares da propaganda política brasileira: a escolha do “nome de urna”. Com o objetivo de criar identificação imediata e facilitar a memorização do número de votação, diversos candidatos em todo o país recorrem a apelidos cômicos, referências profissionais ou figuras do imaginário popular.
Nas redes sociais, compilações com registros da Justiça Eleitoral voltam a repercutir ao reunir denominações inusitadas de candidatos espalhados por vários estados.
Apelidos Populares e Estratégia de Memorização
A lista de nomes que chamaram a atenção do público inclui registros como “Bolsonaro da Shopee”, “Edmar Trezoitão”, “Gaguinha de Ilhéus”, “China da Borracharia”, “ADM Papalégua dos Motokas”, “Beth Docinho” e “Dr. Sandoval Cheiro do Povo”.
A utilização desse tipo de denominação atende a diferentes propósitos no marketing eleitoral:
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Fixação e Viralização: A escolha de nomes caricatos ou bem-humorados favorece a circulação orgânica em aplicativos de mensagem e plataformas digitais, garantindo visibilidade mesmo para campanhas com menor orçamento.
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Vínculo Comunitário: O uso de profissões, locais de atuação ou alcunhas pelas quais a pessoa já é conhecida no bairro reforça a proximidade com a comunidade local.
Diretrizes e Limites da Legislação Eleitoral
A legislação brasileira permite ao candidato indicar como deseja ser identificado na urna eletrônica — podendo utilizar seu nome civil, prenome, sobrenome, apelido ou nome pelo qual é reconhecido em sua área de atuação.
No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral estabelece regras claras para a homologação das opções:
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São proibidos nomes que atentem contra o decoro ou a moral pública.
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Não são permitidas denominações excessivamente ridicularizantes ou que induzam o eleitor ao erro quanto à real identidade do candidato.
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É vetado o uso de expressões que façam propaganda para órgãos públicos ou empresas privadas.
Recursos e Consultas
Para acompanhar informações sobre registros de candidaturas, normas de propaganda e orientações sobre os pleitos no país, os eleitores e cidadãos podem acessar as plataformas da Justiça Eleitoral:
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Informações oficiais sobre regras e diretrizes eleitorais estão disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Acompanhamentos regionais do estado de Minas Gerais podem ser consultados no site do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
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A consulta pública a nomes de urna, propostas de governo e certidões de candidatos pode ser realizada na página do DivulgaCandContas – TSE.







