A chegada do inverno e das temperaturas mais baixas não significa trégua nas ações de combate ao Aedes aegypti em Patos de Minas. A reportagem acompanhou os trabalhos das equipes de endemias no bairro Várzea e conversou com a coordenadora do programa municipal de combate à dengue, Daniele Nunes, que detalhou o cenário epidemiológico atual e as estratégias tecnológicas que vêm sendo adotadas na cidade.
Mesmo com a mudança de estação, os mutirões e as visitas domiciliares continuam em ritmo intenso. A coordenadora enfatizou a necessidade de a população fazer a sua parte e, principalmente, permitir a entrada dos agentes de endemias nas residências, já que grande parte dos criadouros ainda é encontrada dentro dos quintais.
Balanço Epidemiológico em 2026
Os dados oficiais do município reforçam a importância de manter o estado de alerta. Durante o ano de 2026, Patos de Minas já registrou o seguinte balanço de arboviroses:
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1.149 casos notificados no total;
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69 casos confirmados para Dengue;
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13 casos confirmados para Chikungunya;
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1 notificação descartada para Zika vírus;
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1 óbito confirmado decorrente de complicações da dengue.
Tecnologia com o “Vigidrone”
A grande inovação no enfrentamento ao mosquito em Patos de Minas tem sido o uso da tecnologia aeroespacial. Atualmente, o município utiliza drones para realizar o mapeamento de 100% da área urbana da cidade, por meio do programa Vigidrone.
Essa ferramenta permite que a vigilância ambiental identifique, do alto, locais de difícil acesso para as equipes terrestres, como calhas entupidas, caixas d’água destampadas e piscinas abandonadas em imóveis fechados ou terrenos baldios.
Além do monitoramento aéreo, a prefeitura vem realizando ações de impacto direto, promovendo limpezas constantes em bairros estratégicos e a remoção programada de lixos e entulhos acumulados em pontos críticos de descarte irregular.







