Mais de cinco milhões de brasileiros estão atualmente impedidos de realizar apostas em plataformas online, as chamadas bets. A informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda, que tem intensificado as medidas de controle e proteção aos apostadores no mercado regulamentado de apostas esportivas e jogos online.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 1,2 milhão de pessoas solicitaram voluntariamente a autoexclusão das plataformas. Esse mecanismo permite que o próprio usuário bloqueie seu acesso aos sites de apostas como forma de prevenir problemas relacionados ao jogo compulsivo.
Além disso, aproximadamente 3 milhões de beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), estão impedidos de apostar. A medida atende a decisões e regras voltadas à proteção de recursos destinados à assistência social. Outros 800 mil brasileiros que aderiram a programas de renegociação de dívidas também tiveram o acesso às plataformas bloqueado.
Segundo o Ministério da Fazenda, as restrições fazem parte de uma política de jogo responsável, que busca reduzir riscos de endividamento e dependência relacionados às apostas online. O governo também vem reforçando a fiscalização das empresas autorizadas a operar no país e combatendo plataformas irregulares.
Atualmente, o mercado brasileiro de apostas é regulamentado e monitorado pela Secretaria de Prêmios e Apostas. O órgão atua no controle das operadoras, na fiscalização do setor e no bloqueio de sites não autorizados, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
As autoridades destacam que as medidas têm como objetivo aumentar a segurança dos usuários, fortalecer a regulamentação do setor e minimizar impactos financeiros e sociais provocados pelo uso excessivo das plataformas de apostas.







