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Junho Violeta reforça o combate à violência contra a pessoa idosa

A proposta do Junho Violeta é ampliar o debate sobre os diversos tipos de violência praticados contra pessoas idosas, muitas vezes invisibilizados ou naturalizados no cotidiano.
Foto: Rawpixel Ltda

O mês de junho é marcado por uma importante mobilização social: o Junho Violeta, campanha dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. O ponto alto da iniciativa é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) que visa promover o respeito e a dignidade das pessoas com 60 anos ou mais.

A proposta do Junho Violeta é ampliar o debate sobre os diversos tipos de violência praticados contra pessoas idosas, muitas vezes invisibilizados ou naturalizados no cotidiano. A campanha busca alertar para práticas que violam direitos e afetam a saúde física, emocional e econômica de pessoas com 60 anos ou mais, além de estimular políticas públicas que garantam proteção, respeito e promovam um envelhecimento ativo e saudável.

A violência contra a pessoa idosa pode se manifestar de diversas formas, nem sempre perceptíveis, de imediato. Entre as mais comuns estão:

  • Violência física: agressões que causam dor, ferimentos ou incapacidade;
  • Violência psicológica: humilhações, ameaças, intimidação ou isolamento social;
  • Violência sexual: práticas sexuais não consentidas ou coercitivas;
  • Violência financeira ou patrimonial: uso indevido de bens, pensões ou recursos da pessoa idosa;
  • Negligência: omissão de cuidados necessários por parte de responsáveis;
  • Abandono: ausência deliberada de assistência familiar, institucional ou estatal;
  • Autonegligência: descuido da própria saúde e segurança, frequentemente por solidão ou depressão.

Outro aspecto preocupante é o etarismo, forma de discriminação baseada na idade, que contribui para a exclusão social e a desvalorização das pessoas idosas. Muitas vezes sutil, o preconceito etário interfere no acesso a serviços, na convivência familiar e até na representação das múltiplas velhices na sociedade.

Como e onde denunciar?

O combate à violência contra pessoas idosas exige participação ativa da população. Em caso de suspeita ou confirmação de maus-tratos, é fundamental realizar a denúncia, por meio dos canais disponíveis:

  • Disque 100 (Direitos Humanos)– atendimento gratuito e sigiloso, 24 horas por dia;
  • Polícia Militar – 190, para situações de risco iminente;
  • Delegacias da Polícia Civil ou Delegacias do Idoso, presencial ou online.