As mudanças no processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Minas Gerais seguem gerando instabilidade e preocupação, especialmente em relação à baliza, etapa considerada decisiva no exame prático. Segundo avaliação do setor, o estado deve manter a exigência da manobra em 2026, ao contrário de outras unidades da federação que passaram a realizá-la durante o percurso do teste. No entanto, ainda não há definição clara do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) sobre como a baliza será aplicada, o que aumenta a insegurança entre candidatos.
A preocupação é intensificada pela redução da formação prática. A carga mínima caiu para apenas duas horas-aula, tempo considerado insuficiente para que o candidato desenvolva habilidades básicas de direção e manobra. Para representantes de autoescolas, a baliza exige domínio do veículo e coordenação, algo difícil de ser alcançado com tão pouco treinamento, o que pode comprometer a segurança no trânsito e elevar o índice de reprovação.
Além da questão da baliza, outras mudanças também impactam negativamente os futuros motoristas. O exame psicotécnico, que havia tido o valor reduzido, voltou a custar R$ 443 após decisão judicial, afetando tanto quem busca a primeira habilitação quanto quem precisa renovar o documento. Soma-se a isso a retirada da obrigatoriedade do curso teórico inicial, apontada como prejuízo à educação no trânsito e fator que pode contribuir para o aumento de acidentes e práticas irregulares na formação de condutores.
Wilson Lelis, sócio-administrador da Autoescola União, falou a reportagem do Sistema Clube sobre a repercussão do assunto. Confira:







