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Fim da escala 6×1: Sindec defende negociação entre sindicatos para adaptar jornada no comércio

A definição das regras e a forma de adaptação da jornada serão pontos importantes para o comércio de Patos de Minas e região, especialmente diante da necessidade de conciliar os direitos dos trabalhadores com a organização das empresas.

O fim da escala de trabalho 6×1 e os impactos da mudança para trabalhadores e empresas foram tema de entrevista no programa Debate 98, da Rádio Clube. OPresidente Sindicato Comerciarios em Patos deMinas MG. na Associação Nacional de Assistência ao Comerciário de Patos de Minas e Região (Sindec), Ascendino César das Chagas, afirmou que a entidade está aberta ao diálogo com o sindicato patronal para discutir a adaptação das jornadas de trabalho.

Durante a entrevista, Ascendino destacou que a redução da jornada pode proporcionar mais tempo para a convivência familiar, os estudos e outras atividades pessoais. Segundo ele, a mudança representa uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, desde que as empresas também consigam se adaptar às novas regras.

O dirigente sindical ressaltou, porém, que a implementação exige diálogo entre representantes dos empregados e dos empregadores. Ele explicou que a convenção coletiva de trabalho da categoria está vigente até 28 de fevereiro e que algumas regras previstas no documento podem precisar de ajustes diante das mudanças na legislação.

Um dos pontos discutidos foi o funcionamento do comércio aos sábados, especialmente com a proximidade do período de Natal, quando o movimento nas lojas costuma aumentar.

Ascendino afirmou que o sindicato dos trabalhadores ainda não havia sido procurado formalmente pelo sindicato patronal para tratar de possíveis alterações na jornada. Mesmo assim, declarou que está disposto a participar das negociações.

Segundo o presidente do Sindec, a jornada praticada pela categoria prevê quatro horas de trabalho aos sábados. Ele ponderou que eventuais mudanças precisam considerar o descanso semanal dos empregados e as condições estabelecidas na convenção coletiva.

O dirigente também informou que a entidade está em contato com a federação e a confederação da categoria para alinhar orientações e avaliar os próximos passos antes de iniciar as tratativas com a representação patronal.

Na avaliação de Ascendino, a discussão não deve se limitar à quantidade de horas trabalhadas. Ele defendeu que as empresas também invistam em ambientes adequados, boas condições de trabalho e benefícios que contribuam para a permanência dos profissionais.

O presidente do sindicato citou benefícios como vale-alimentação e cesta básica como fatores que podem ajudar na valorização dos empregados e na retenção de trabalhadores pelas empresas.

Ele afirmou ainda que o objetivo da entidade sindical não é prejudicar os negócios, mas contribuir para que as empresas prosperem e continuem gerando empregos, com condições dignas para os profissionais.

A entrevista também abordou a importância de ampliar a comunicação entre o sindicato e os trabalhadores, para que a categoria conheça seus direitos, acompanhe as negociações coletivas e participe das discussões relacionadas às condições de trabalho.

A definição das regras e a forma de adaptação da jornada serão pontos importantes para o comércio de Patos de Minas e região, especialmente diante da necessidade de conciliar os direitos dos trabalhadores com a organização das empresas.

Foto: Pedro Savassi
Reportagem: Angélica Peres 

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