O então Facebook, como se chamava o conglomerado de redes sociais Meta, que inclui também o Instagram e o WhatsApp, avaliava casos de uso compulsivo de suas plataformas desde 2019, indicam documentos internos obtidos pela Justiça americana.
A big tech acompanhava usuários de Brasil, Estados Unidos e Índia que reportavam mal-estar com sua relação com as redes sociais. “O tempo que eu gasto [na plataforma] não é saudável, é como um vício. Abrir o aplicativo a cada meia hora não é saudável”, relatou um brasileiro, com 24 anos à época, no estudo de referência produzido pelo Facebook em 2018. Esse é dos testemunhos colhidos pela empresa em entrevistas com usuários desses países.
Esse foi um dos documentos essenciais para a decisão do júri americano que considerou no mês passado a Meta e o YouTube culpados pelo efeito viciante de suas tecnologias e por danos à saúde mental de jovens e adolescentes. O veredito foi o primeiro de uma série de julgamentos de casos similares previstos para este ano nos EUA.
Na ocasião do julgamento, a Meta afirmou, em comunicado, que “respeitosamente, discorda do veredito e está avaliando as suas opções legais”. A empresa e o YouTube, que também foi condenado, planejam recorrer. Snapchat e TikTok também foram citados inicialmente no processo e fizeram acordos antes do julgamento, cujos valores não foram divulgados.







