A proposta apresentada pela vereadora Brenda para denominar uma rua de Patos de Minas com o nome de Matheus Azevedo, irmão do senador Cleitinho Azevedo, gerou forte repercussão entre moradores e levantou um intenso debate na Câmara Municipal. Nas redes sociais e em diferentes espaços de discussão, muitos patenses questionaram a homenagem, argumentando que Matheus Azevedo não possui ligação direta com a cidade e que nunca teria sequer visitado o município.
A principal crítica da população é que Patos de Minas possui inúmeras pessoas que contribuíram para a história, o desenvolvimento e a comunidade local e que, por isso, mereceriam ser lembradas em homenagens públicas. Para muitos moradores, as ruas da cidade deveriam receber nomes de cidadãos que deixaram um legado para o município, valorizando a memória e a identidade patense.
Durante a discussão do projeto, um vereador apresentou pedido de vista da matéria. Segundo ele, a solicitação não representa posicionamento contrário à proposta, mas sim a necessidade de ouvir os eleitores e prestar esclarecimentos à população que o procurou para manifestar preocupação com a homenagem. O parlamentar afirmou que seu objetivo é analisar melhor o projeto antes de emitir um posicionamento definitivo.
O debate ganhou novos contornos quando a vereadora citou a Rádio Clube ao mencionar que, em 2014, a Câmara aprovou um projeto que deu o nome de Che Guevara a uma rua da cidade. A referência provocou reação do vereador Toninho Cury, que se sentiu ofendido pela citação envolvendo a emissora. Na ocasião, ele ressaltou que a votação ocorreu há mais de uma década e que o contexto político e legislativo era diferente.Atualmente a atuação dos parlamentares é acompanhada de forma muito mais próxima pela população, que participa ativamente das discussões e cobra posicionamentos dos representantes eleitos. O momento exige atenção às demandas da comunidade e respeito à opinião dos moradores.
Enquanto o projeto segue em análise, a insatisfação popular continua crescendo.
Entre os manifestantes contrários à proposta, o entendimento é de que a aprovação da homenagem seria um desrespeito à história de Patos de Minas e às pessoas que efetivamente contribuíram para o município. Para esse grupo, aprovar o nome de alguém sem vínculos com a cidade representaria uma decisão equivocada e motivo de vergonha para a população patense.
A matéria deverá retornar à pauta da Câmara Municipal para novas discussões e votação dos vereadores nas próximas reuniões.







