Em duas semanas, o Desenrola Brasil 2.0 renegociou R$ 10 bilhões em dívidas em 1,1 milhão de pedidos, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (21/5). O balanço indica também que 449 mil dívidas foram quitadas à vista, movimentando R$ 154 milhões. O desconto médio dessas operações foi de 85%.
O programa foi criado pelo governo federal para melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ano de eleição presidencial e para reduzir o nível de endividamento da população – de acordo com o SPC Brasil, 44% da população brasileira estava inadimplente em abril de 2026.
E a tendência é que mais renegociações sejam feitas nos próximos dias. A partir de terça-feira (26/5), os trabalhadores formais também poderão usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou abater seus débitos.
O Desenrola pode ser usado por pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105 mensais. A renegociação abate até 90% da dívidas de consumidores com bancos, propõe limpar o nome de quem deve até R$ 100 e permite até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000, o que for maior, para pagar esses débitos.
No Desenrola Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), 34 mil contratos foram renegociados até o dia 19 de maio. O valor original era R$ 2,04 bilhões, segundo a Fazenda, e chegou a R$ 410 milhões após a renegociação, que teve um desconto médio de 80%.
FONTE O TEMPO







