Nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Patos de Minas, Vanessa Pereira, concedeu entrevista ao Sistema Clube para falar sobre as ações de enfrentamento à leishmaniose visceral canina (LVC) no município. A prefeitura está realizando um ciclo de palestras focado na capacitação de agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, preparando-os para identificar animais suspeitos e orientar os moradores durante as visitas rotineiras.
O cenário epidemiológico local emite um sinal de alerta. De janeiro até o fim de junho deste ano, Patos de Minas já contabiliza 59 cães confirmados com a infecção. O número acende o sinal de alerta quando comparado ao ano anterior, quando foram registrados 131 casos positivos ao longo de todo o ano de 2025.
Riscos, sintomas e a saúde do pet
Como se trata de uma zoonose, a doença traz riscos diretos aos seres humanos. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha, sendo que os cachorros atuam como o principal reservatório urbano do protozoário causador da enfermidade.
Vanessa Pereira explicou que o cão doente sofre com o comprometimento de suas células de defesa e de órgãos vitais. Os donos de animais de estimação devem ficar atentos aos principais sintomas visíveis:
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Fraqueza e prostração;
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Emagrecimento rápido;
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Lesões na pele, principalmente no focinho e nas orelhas;
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Crescimento anormal das unhas (onicogrifose).
A coordenadora lembrou que a leishmaniose visceral canina não tem cura. O tratamento disponível no mercado serve apenas para controlar a doença e amenizar o sofrimento do animal, devendo ser custeado de forma particular pelo proprietário. O poder público disponibiliza gratuitamente na rede municipal o exame laboratorial para o diagnóstico.
Prevenção: Limpeza e posse responsável
A melhor forma de proteger os cães é evitar o contato com o transmissor, recomendando-se o uso permanente de coleiras repelentes. Vanessa Pereira reforçou que a eliminação dos focos do inseto exige a participação ativa da sociedade.
Ao contrário do mosquito da dengue, que se reproduz em água limpa, o mosquito-palha se prolifera em locais com acúmulo de matéria orgânica. Por isso, as principais recomendações do CCZ são:
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Manter quintais limpos, retirando periodicamente folhas secas, fezes de animais e restos de alimentos;
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Limpar com frequência o abrigo dos animais domésticos;
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Embalar o lixo corretamente para evitar umidade e decomposição de resíduos no solo.
Serviço e Atendimento
Moradores que tiverem dúvidas ou identificarem animais com sintomas suspeitos podem entrar em contato diretamente com o Centro de Controle de Zoonoses.
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Telefone e WhatsApp: (34) 3822-9624
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Horário de atendimento: Dias úteis, das 7h às 18h







