As relações familiares, as experiências vividas ao longo da vida e a forma como cada pessoa se relaciona com os outros são alguns dos aspectos abordados pela Constelação Familiar. A proposta busca identificar conflitos e desordens dentro dos sistemas familiares e compreender como esses vínculos podem estar relacionados a dificuldades enfrentadas no dia a dia.
Em entrevista à Rádio Clube, a consteladora Fernanda Frechiani explicou que a abordagem foi desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger a partir da junção da psicologia sistêmica com o psicodrama. Segundo ela, a psicologia sistêmica observa o indivíduo dentro do sistema em que está inserido, enquanto o psicodrama trabalha com a representação daquilo que causa sofrimento ao cliente.
A abordagem é estruturada, segundo Fernanda, em três princípios chamados de “leis do amor”: ordem, pertencimento e equilíbrio. A ideia é que cada integrante de um sistema tenha seu lugar e que situações de conflito possam estar relacionadas a desequilíbrios nessas relações.
Um dos pontos trabalhados na Constelação Familiar é o equilíbrio entre dar e receber nas relações. De acordo com Fernanda, esse princípio pode ser observado em amizades, relacionamentos amorosos e também no ambiente profissional.
Ela explica que, enquanto pais, avós e antepassados ocupam uma posição anterior dentro do sistema familiar, as demais relações devem buscar equilíbrio nas trocas. Em uma amizade, por exemplo, isso pode aparecer em atitudes de ajuda mútua e reciprocidade.
A abordagem também pode ser utilizada em organizações. Fernanda afirma que realiza trabalhos de constelação organizacional para observar questões como hierarquia, pertencimento e equilíbrio nas relações entre funcionários e demais integrantes de uma organização.
Durante a entrevista, Fernanda também foi questionada sobre a relação da Constelação Familiar com a ciência. Segundo ela, a prática é considerada fenomenológica e não possui, atualmente, artigos científicos e estudos que comprovem cientificamente seus resultados.
Ela afirmou que a abordagem utiliza referências de áreas como medicina, neurologia, psicanálise, biologia, química e física, mas reconheceu que não existem dados científicos que comprovem a Constelação Familiar como ciência.
A Constelação Familiar não é baseada em nenhuma religião específica. Segundo ela, pessoas de diferentes religiões participam e atuam na área, embora alguns princípios possam apresentar semelhanças com ensinamentos presentes em diferentes tradições religiosas.
Os atendimentos podem ser individuais ou em grupo. Nas sessões individuais, ela utiliza bonecos como recurso para representar elementos do sistema familiar. Também são realizados trabalhos em grupo e eventos de acordo com a demanda.
A constelação organizacional é outra modalidade apresentada por ela e pode ser aplicada não apenas em empresas, mas em diferentes tipos de organizações e associações.
Os atendimentos são realizados presencialmente em Patos de Minas e também de forma on-line, inclusive para pessoas que estão em outras cidades e países.
A proposta da Constelação Familiar é trabalhar diretamente sobre a questão apresentada pelo cliente, buscando identificar aquilo que, dentro da abordagem, seria a origem do problema. Ela defende que uma única sessão pode ser suficiente para esse processo, embora essa seja uma característica apresentada pela própria profissional e não uma comprovação científica de eficácia.
Fernanda é formada pelo Instituto Ancestrais, em Belo Horizonte, e atualmente integra a instituição. Segundo ela, o instituto possui turmas de formação em Constelação Familiar para pessoas interessadas em se tornar consteladores.
As inscrições para a 17ª turma, com início previsto para janeiro de 2027, já estão abertas, de acordo com a entrevistada. Fernanda realiza atendimentos presenciais e on-line. Os interessados podem buscar informações pelo Instagram @fernanda.frechiani e pelo WhatsApp informado durante a entrevista: (31) 99100-1485.







