Uma mulher foi vítima de violência doméstica na noite desta quarta-feira (19), no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Patos de Minas. Segundo a Polícia Militar, ela foi agredida pelo companheiro enquanto segurava nos braços o filho do casal, um bebê de apenas quatro meses.
De acordo com o relato da vítima aos militares, o homem chegou à residência apresentando sinais de embriaguez e bastante agressividade. Após uma discussão, ele teria iniciado as agressões, desferindo tapas, socos e chutes contra a companheira.
Ainda conforme o registro policial, durante o ataque, o suspeito teria arremessado contra a mulher um molho de chaves utilizado em uma oficina mecânica. O objeto atingiu a região lombar da vítima e provocou um hematoma.
A situação ganhou contornos ainda mais graves porque, segundo a mulher, ela estava com o bebê no colo durante as agressões, o que dificultava qualquer possibilidade de se proteger ou reagir. Ela contou ainda que episódios semelhantes já teriam acontecido anteriormente e que o companheiro, em outras ocasiões, teria dificultado que ela procurasse ajuda ou acionasse a Polícia Militar.
A vítima também relatou ter sido ameaçada de morte e afirmou aos policiais que teme pela própria segurança e pela integridade do filho. Após as agressões, o suspeito deixou o imóvel a pé, mas foi localizado pelos militares durante as diligências e preso em flagrante.
A mulher manifestou interesse em representar criminalmente contra o companheiro e solicitou medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. O Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR) também foi preenchido, e a vítima recebeu orientações sobre seus direitos e sobre a rede de proteção.
O documento revelou um histórico preocupante. Conforme as informações fornecidas pela vítima, já teriam ocorrido ameaças com faca, agressões físicas, violência psicológica, controle da convivência social e restrições relacionadas ao trabalho e aos estudos. Ela também relatou episódios de violência sexual e afirmou que o homem já teria descumprido uma medida protetiva anteriormente.
Ainda segundo o formulário, as agressões e ameaças teriam se tornado mais frequentes ou graves nos últimos 12 meses. A mulher relatou que já tentou terminar o relacionamento, mas permanece na convivência com o companheiro e depende financeiramente dele.
O caso foi registrado pela Polícia Militar, que realizou a prisão em flagrante do suspeito e adotou as providências necessárias para garantir a proteção da vítima e do bebê.







