Na manhã desta quarta-feira (04), o programa Radar, da Rádio Clube 98, recebeu integrantes da Chapa 2, que concorre à presidência da Coopatos. Participaram da entrevista o candidato à presidência Célio Humberto Rodrigues, o candidato a vice-presidente Antônio José da Silva, conhecido como Toti, além do cooperado Rodrigo Sebastião da Silva.
Durante a entrevista, Célio explicou que o processo eleitoral da cooperativa está temporariamente suspenso por decisão judicial. Segundo ele, após ter a candidatura considerada admissível pela Comissão Eleitoral, a Chapa 1 recorreu à Justiça questionando sua habilitação para disputar o pleito.
De acordo com Célio, a discussão gira em torno da interpretação de um dispositivo do estatuto da cooperativa que trata da participação de ex-empregado cooperado no processo eleitoral. Ele afirma que, após a aprovação das contas em Assembleia Geral Ordinária, sua candidatura passou a atender plenamente às exigências estatutárias. “Nosso direito é legítimo e está respaldado por parecer jurídico, inclusive da assessoria da Ordem das Cooperativas do Estado de Minas Gerais”, destacou.
A suspensão foi determinada pelo juiz Rodrigo Assumpção, que orientou a Comissão Eleitoral a se reunir novamente para sanar a questão. Enquanto aguardam a definição, os integrantes da Chapa 2 afirmam que continuam dialogando com os cooperados e apresentando propostas.
Propostas e bandeiras da Chapa 2
Entre os principais pontos defendidos pelo grupo está a renovação da gestão. Célio ressaltou que a atual administração está há 12 anos à frente da cooperativa e que a alternância é saudável para o fortalecimento institucional. “Entendemos que é momento de oxigenação. A cooperativa precisa voltar a crescer e colocar o cooperado no centro das decisões”, afirmou.
O candidato também fez uma análise comparativa com outras cooperativas do mesmo segmento, como a Capul, a Cooprata e a Coopervap. Segundo ele, essas cooperativas apresentaram crescimento superior a 30% nos últimos anos, enquanto a Coopatos teria registrado queda na captação de leite e resultados financeiros considerados abaixo do potencial.
Célio citou ainda gestões anteriores, como as de Mozar Pacheco e Pedro Francisco Ferreira, destacando avanços estruturais e expansão da indústria de laticínios no passado. Para ele, a cooperativa precisa retomar o protagonismo regional e nacional.
Transparência, eficiência e valorização do cooperado
Toti reforçou que um dos pilares da Chapa 2 é a gestão responsável e transparente, com a apresentação de relatórios periódicos aos cooperados. Ele defende maior aproximação entre a diretoria e os produtores rurais, além de políticas voltadas à sucessão familiar no campo.
“Queremos preparar os cooperados e suas famílias para o futuro, fortalecendo a sucessão nas propriedades e também na própria cooperativa”, afirmou.
Entre as propostas estão ainda:
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Fortalecimento da assistência técnica;
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Investimento em tecnologia e melhoramento genético;
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Redução de desperdícios na indústria de laticínios;
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Melhor gestão de custos e maior competitividade nos preços de insumos, como ração;
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Acompanhamento mais rigoroso das margens e perdas operacionais.
Rodrigo Sebastião da Silva, produtor rural e profissional da área de melhoramento genético, destacou a importância da qualidade e da genética para aumentar a produtividade e a rentabilidade nas propriedades. “O melhoramento genético é primordial. Ele começa na fazenda e impacta diretamente na produção e na lucratividade do cooperado”, pontuou.
Continuidade de projetos
Questionado sobre a tradicional Semana Coopatos, atualmente denominada Milk Show, Célio afirmou que o projeto deve ser mantido, caso a Chapa 2 seja eleita, respeitando contratos já firmados, mas com possíveis ajustes estratégicos para ampliar resultados.
Enquanto o processo eleitoral segue sob análise judicial, a Chapa 2 afirma que continuará promovendo encontros com cooperados para apresentar propostas e debater o futuro da cooperativa. A definição sobre a retomada da eleição dependerá da deliberação da Comissão Eleitoral, conforme determinação judicial.
Confira a entrevista completa:







