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Canetas emagrecedoras transformam o consumo e exigem adaptação de bares e restaurantes

O levantamento foi feito com 1.417 estabelecimentos associados, aponta que o principal impacto está na redução de pratos principais (56%) e sobremesas (65%).

Comer é um dos atos mais prazerosos que conhecemos, indo além da necessidade fisiológica por nutrição e sendo fator cultural de socialização. Mas a popularização das famosas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis à base de semaglutida ou trizepatida para o tratamento de obesidade e diabetes, está mudando a relação temos com a comida.

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 61% dos empresários do setor já perceberam mudanças no consumo associadas ao uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro. O levantamento foi feito com 1.417 estabelecimentos associados, aponta que o principal impacto está na redução de pratos principais (56%) e sobremesas (65%).

Dos entrevistados, 64% observaram o crescimento nos pedidos de miniporções, enquanto mais de 70% apontaram maior frequência de escolhas consideradas mais leves. Segundo José Eduardo Camargo, líder de conteúdo e inteligência da Abrasel, essa mudança de comportamento não é necessariamente um ponto negativo.

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