O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (9), no Fórum Olímpio Borges, em Patos de Minas, dois homens acusados de envolvimento no assassinato de Bruno Silva Teixeira que foi sequestrado, brutalmente agredido e posteriormente morta e jogada no Rio Paranaíba. O julgamento durou mais de 12 horas.
Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu em 25 de janeiro de 2025. Bruno teria se envolvido anteriormente em outro delito e, como forma de represália, foi sequestrado e agredido pelos envolvidos.
De acordo com o promotor de Justiça Alexandre Rogério de Oliveira, quatro pessoas teriam participado da ação. A vítima foi levada para um imóvel na Rua Pierotti, onde sofreu as agressões. Depois, foi amarrada e colocada no próprio veículo, sendo levada até as margens do Rio Paranaíba.
Ainda conforme o Ministério Público, os acusados Marcos Severo da Silva Júnior e Christopher Vitor Robson Templo Lemos Matos participaram das agressões e, posteriormente, ajudaram a desovar o corpo de Bruno no Rio Paranaíba.
O corpo permaneceu desaparecido por aproximadamente 30 dias e foi localizado posteriormente no rio, na região de Coromandel. Exames de DNA realizados com familiares confirmaram a identidade de Bruno.
Durante o julgamento, os dois réus foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, motivado por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e organização criminosa.
Marcos Severo da Silva Júnior foi condenado a 33 anos e 8 meses de reclusão, enquanto Christopher Vitor Robson Templo Lemos Matos recebeu pena de 25 anos e 10 meses de reclusão. As penas totalizam mais de 59 anos.
O regime inicial determinado foi o fechado, e os dois permanecem presos, mesmo que eventualmente apresentem recursos.
O Ministério Público pediu a absolvição dos réus em relação às acusações de sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e associação criminosa. Segundo o promotor, esses crimes foram considerados absorvidos por delitos mais graves ou já eram tratados em outro processo.
Outros dois denunciados pelo crime ainda não foram julgados. Segundo o Ministério Público, um homem e uma mulher aguardam o julgamento de recursos relacionados à decisão de pronúncia. Um deles permanece preso e o outro responde em liberdade.
A investigação aponta que os quatro envolvidos teriam se reunido para planejar a represália contra a vítima. Os dois homens julgados nesta quarta-feira (09) foram considerados pelo Ministério Público como participantes das agressões e da ocultação do corpo.
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