Nesta quarta-feira (06), foi realizado no Fórum Olympio Borges, em Patos de Minas, o julgamento de um dos acusados de participação na morte de Marcos Vinícius de Andrade Araújo, crime ocorrido em fevereiro de 2023 e que chocou a cidade pela brutalidade e ligação com o chamado “Tribunal do Crime”.
O réu, que não compareceu ao julgamento, foi condenado a 28 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, corrupção de menores, ocultação de cadáver e organização criminosa majorada pelo emprego de arma de fogo.
As penas foram divididas da seguinte forma:
- 21 anos e 4 meses por homicídio triplamente qualificado;
- Um ano por corrupção de menores;
- Um ano e dois meses por ocultação de cadáver;
- Cinco anos e três meses por organização criminosa com uso de arma de fogo.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Marcos Vinícius estava na orla da Lagoa Grande, na noite de 26 de fevereiro de 2023, quando foi acusado por adolescentes de ter cometido estupro contra uma das irmãs. Durante a confusão, integrantes de uma organização criminosa passaram a conduzir a situação e decidiram submeter a vítima ao chamado “Tribunal do Crime”.
Ainda conforme os autos, Marcos foi colocado à força em um veículo e levado até uma “cantoneira”, local utilizado pela facção para julgamentos internos. Após uma conferência entre membros da organização criminosa, foi determinada a execução da vítima.
Na manhã do dia seguinte, Marcos Vinícius foi encontrado morto próximo a uma estrada vicinal na Fazenda Barreiro, zona rural de Patos de Minas, com um tiro na cabeça. O exame de necropsia apontou ainda sinais de arrastamento do corpo após a execução, indicando tentativa de ocultação do cadáver.
A investigação também revelou que, dias antes do crime, Marcos havia relatado à mãe que estava sendo alvo de acusações falsas e que temia pela própria vida. Em mensagens enviadas à família momentos antes da morte, ele chegou a pedir ajuda, afirmando estar sendo levado para o “Tribunal do Crime”.
Relembre o caso:







