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Quatro réus são julgados por dupla tentativa de homicídio dentro do Presídio Sebastião Satiro

O caso chamou atenção pela brutalidade das agressões e pelas circunstâncias em que ocorreram, dentro de uma unidade prisional

Nesta quarta-feira (18), foi realizado no Fórum Olympio Borges, em Patos de Minas, o julgamento de detentos envolvidos em uma violenta tentativa de homicídio ocorrida dentro do Presídio Sebastião Satiro.

Ao final do julgamento, os réus tiveram decisões distintas sobre a tentativa de homicídio de Alison Lima Oliveira. Patrick Pereira Pacheco e Raniel Bertoldo Trigueiro foram absolvidos. Já Alef Willian Dias Silva e Misael da Silva Basílio tiveram a acusação desclassificada para lesão corporal leve. Alef foi condenado a 4 meses e 20 dias de prisão, enquanto Misael recebeu pena de 3 meses.

Todos os envolvidos foram responsabilizados judicialmente pela tentativa de homicídio de Edson Carvalho Pereira. As penas dos acusados também foram destacadas durante o processo: Alef, 17 anos e 9 meses; Raniel, 16 anos; Patrick, 20 anos; e Misael, 12 anos e 5 meses.

O caso aconteceu no dia 27 de junho de 2024, por volta das 8h, dentro de uma cela do Presídio Sebastião Satiro, localizado no bairro Distrito Industrial II. Segundo as investigações, os detentos dividiram a cela com as vítimas Alison Lima Oliveira e Edson Carvalho Pereira.

A motivação do crime teria sido o desaparecimento de uma porção de droga dentro da cela. Diante da suspeita, os acusados iniciaram uma série de agressões contra Alison, exigindo que ele confessasse a posse do entorpecente. Mesmo negando, ele foi brutalmente espancado com chutes e pisões, além de ser enforcado com um lençol até desmaiar.

As agressões só cessaram momentaneamente com a aproximação de policiais penais. Após a saída da equipe, os detentos passaram a acusar Edson Carvalho, que também foi violentamente agredido. Durante a ação, a droga foi encontrada com ele, o que intensificou ainda mais as agressões.

Edson foi enforcado com um lençol e chegou a ser suspenso pelas grades da cela, sendo salvo graças à rápida intervenção dos policiais penais, que cortaram o tecido e prestaram socorro.

De acordo com a denúncia, os crimes foram cometidos por motivo fútil, com emprego de asfixia e mediante superioridade numérica, o que dificultou a defesa das vítimas.

O caso chamou atenção pela brutalidade das agressões e pelas circunstâncias em que ocorreram, dentro de uma unidade prisional.

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