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Projeto quer limitar cachês de artistas pagos com dinheiro público em Minas Gerais

A proposta ainda seguirá tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais antes de possível aprovação.
Foto: Assembléia de Minas

Um projeto de lei debatido nesta terça-feira (12) na Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais pretende criar regras para o uso de dinheiro público na contratação de artistas para shows, rodeios, festivais e eventos culturais no estado.

A proposta, identificada como PL 5.656/26, recebeu apoio unânime de parlamentares, produtores culturais e representantes de prefeituras durante audiência pública realizada na Assembleia.

O texto é de autoria conjunta dos deputados Antonio Carlos Arantes e Professor Cleiton e surgiu da união de dois projetos anteriores apresentados separadamente pelos parlamentares.

A proposta estabelece que o limite para contratação de artistas com recursos públicos seja de até R$ 500 mil por apresentação ou o equivalente a 1% da receita corrente líquida do município. O projeto também prevê regras específicas para cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Segundo os deputados, a iniciativa busca equilibrar os gastos em eventos públicos e evitar que cachês milionários comprometam grande parte do orçamento das festas.

O deputado Antonio Carlos Arantes afirmou que a discussão surgiu após reclamações de organizadores de rodeios e eventos, que relatam dificuldades para manter as festas diante dos altos custos de artistas mais famosos.

Já o deputado Professor Cleiton destacou que a proposta busca criar critérios mais transparentes e responsáveis para utilização dos recursos públicos destinados à cultura e entretenimento.

Durante a audiência, produtores de eventos também defenderam a regulamentação. O produtor João Wellington Esteves afirmou que o setor enfrenta dificuldades devido aos valores considerados exagerados cobrados por artistas de grande porte.

Segundo ele, muitos eventos acabam destinando quase todo o orçamento ao cachê principal, reduzindo investimentos em estrutura, segurança e demais atrações.

A proposta ainda seguirá tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais antes de possível aprovação.

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