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Prisão preventiva de Bolsonaro é executada pela Polícia Federal em Brasília

STF autorizou a medida diante de possível risco à ordem pública provocado por ato convocado pelo filho do ex-presidente
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/G1

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Polícia Federal. A medida, de caráter cautelar, não está relacionada à pena de 27 anos e 3 meses à qual ele foi condenado em setembro por tentativa de golpe, condenação ainda em fase de recursos.

Bolsonaro foi detido por volta das 6h e levado à Superintendência da PF, onde permanecerá em sala reservada para autoridades. A corporação informou que cumpriu o mandado em razão da necessidade de garantir a ordem pública. A decisão ocorreu um dia depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente à residência do pai, ato que a PF considerou potencialmente perigoso para participantes e agentes de segurança.

A defesa afirmou que, até cerca de 6h40, ainda não havia sido formalmente comunicada da prisão. Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, medida imposta pelo ministro Alexandre de Moraes após descumprimento de restrições, incluindo o uso de redes sociais de aliados para disseminar mensagens classificadas como incitação contra o STF e apoio à intervenção estrangeira no Judiciário.

Na véspera da prisão, os advogados do ex-presidente solicitaram a substituição do regime fechado por prisão domiciliar humanitária, alegando que ele enfrenta problemas de saúde e múltiplas comorbidades que tornariam arriscada sua permanência no sistema prisional. A defesa informou que seguirá recorrendo das decisões que envolvem Bolsonaro.

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