O período da piracema já começou em Minas Gerais e traz restrições à pesca de espécies nativas em todas as bacias hidrográficas do estado. O período de defeso segue até 28 de fevereiro de 2027 e tem como objetivo proteger os peixes durante o ciclo reprodutivo, quando diversas espécies migram em direção às cabeceiras dos rios para realizar a desova.
As regras são estabelecidas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e abrangem as bacias dos rios São Francisco, Leste, Grande e Paranaíba. A região do Alto Paranaíba está incluída nas normas referentes à bacia do Rio Paranaíba.
Durante esse período, a pesca de espécies nativas migradoras é proibida. No entanto, a pesca amadora desembarcada continua permitida em locais autorizados, desde que sejam respeitadas as restrições de espécies, equipamentos e trechos dos rios.
Nos locais onde a captura é autorizada, o limite é de três quilos de pescado por dia, mais um exemplar de qualquer tamanho, conforme as regras específicas de cada bacia hidrográfica.
Entre os equipamentos permitidos estão linha de mão com anzol, vara ou caniço simples, carretilha e molinete, utilizando iscas naturais ou artificiais. Já o uso de redes, tarrafas e outros equipamentos de captura proibidos pela legislação não é permitido. A pesca embarcada e a subaquática também ficam proibidas durante o defeso.
Os pescadores amadores devem portar a carteira de pesca, emitida pelo portal EcoSistemas, e consultar as normas específicas da bacia onde pretendem realizar a atividade.
Durante a piracema, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais, intensifica a fiscalização em rios, reservatórios, estradas e estabelecimentos que comercializam pescado.
As equipes também realizam ações educativas para orientar pescadores e comerciantes sobre as restrições e combater práticas ilegais.
A população pode denunciar irregularidades ambientais pelo telefone 155, por meio do LigMinas.
A piracema é um fenômeno natural essencial para a renovação das populações de peixes e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Durante esse processo, espécies migradoras percorrem longas distâncias contra a correnteza em busca de locais adequados para reprodução.
A captura desses animais durante o período reprodutivo pode comprometer a reposição dos estoques naturais e provocar impactos ambientais e econômicos. Por isso, o cumprimento das restrições é fundamental para preservar as espécies e garantir a sustentabilidade da pesca.
As regras completas podem ser consultadas no site do Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Fonte: Agência Minas.
Reporatagem: Angélica Peres







